COLUNA
SAÚDE  

Com Val Sales

Dores (doenças) emocionais

Você conhece alguém que sente dores sem causa? Explico. A pessoa sente dores, por exemplo cabeça, ombros, braços, pulsos, joelhos, tornozelos, costas ou outra parte qualquer do corpo. Ela vai ao médico. Ele examina, pede os exames e constata que não há qualquer problema físico, mas as dores continuam...

O que são doenças emocionais

São emoções que provocam conseqüências físicas, orgânicas. O problema não está na estrutura física, biológica e sim na estrutura emocional. O fato de serem dores emocionais não diminui a intensidade. Ou seja, as dores emocionais doem tanto quanto as dores de origem física, como um machucado.

Causas para efeito de reflexão

Imagine um indivíduo descontente com o que faz. Ele acredita que a sua rotina de trabalho é pouco interessante e não o faz melhor. Entretanto, ele sabe que o mercado de trabalho é concorrido e, às vezes, não possui habilidades para encontrar outro trabalho melhor. Aí surge a LER (lesão por esforço repetitivo - perceba o “repetitivo”). A doença é muito conveniente, pois impede o indivíduo de fazer aquele trabalho (que não gosta), mantém o emprego (pois ele não quer trocar ou não tem conhecimento para coisa melhor). Nesse caso o indivíduo não precisa arcar com o ônus da decisão de trocar de emprego.

Explicação

A doença (dor) psicossomática é uma forma do indivíduo fazer ou não fazer algo que ele não gosta, sem que tenha o ônus da decisão. A doença é uma maneira cômoda de eximir-se das responsabilidades das decisões. É uma justificativa aceita por todos. Veja a diferença: “Não fiz isso porque estava com dor de cabeça” (Deitar-se com o parceiro, por exemplo). “Não fiz isso, pois tenho medo das conseqüências”. Qual a justificativa é mais facilmente aceita e qual o ônus da decisão é menor

Como saber se a dor (doença) é psicossomática

Sentiu a dor, consulte um médico. Ele o examinará e pedirá os exames necessários. Se não constatar nada, provavelmente trata-se de dor psicossomática.

Como enfrentá-la

Para vencer uma dor psicológica deve-se ir à raiz do problema e enfrentá-lo. Não se trata de algo simples, mas perfeitamente possível.  Não se deixe abater. É muito cômodo dizer: “O médico disse que não tem cura ou que não há nada a fazer”. Você quer ser refém da dor? Se a resposta é não, faz-se necessário assumir o ônus da decisão e enfrentar a causa.

(Fonte: www.funke.com.br/palestras. Transcrito do texto de Clélio Berti - Terapeuta da Universidade de Ioga).

 

 
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