| COTIDIANO | |
Consumidores temem risco de consumir leite contaminado Autoridades dizem que o Acre não recebeu lotes do produto |
![]() Consumidor analisa informações sobre o leite antes de fazer a compra |
Comprar leite nos supermercados hoje deixou de ser uma tarefa tranqüila para os consumidores de todo Brasil. Em Rio Branco a situação não é diferente. Após o anúncio feito pela Polícia Federal sobre o esquema criminoso de adulteração do leite em duas cooperativas de Minas Gerais com o uso de soda cáustica e água oxigenada, os consumidores se mostram temerosos na hora de escolher a marca do produto. No Acre, a fiscalização agora não se limita apenas ao Departamento de Vigilância Sanitária. Os próprios consumidores tomam a iniciativa de pedir informações aos funcionários dos supermercados para saber se os lotes adulterados haviam realmente sido retirados das prateleiras. A todo instante é possível observar pessoas revirando as embalagens para verificar o lote e data de fabricação dos produtos a fim de se certificar de que estão levando para casa um produto seguro. A acadêmica de direito Krishna Silva só se sentiu segura para colocar caixas de leite da marca Parmalat no carrinho do supermercado após verificar o número do lote. Para ela, não basta a notícia de que os produtos já foram retirados das prateleiras, é preciso comprovar. O mesmo não acontece aconteceu com Socorro Morais. O medo e a desconfiança nos órgãos responsáveis pela fiscalização fizeram com que ela optasse por consumir leite de outras marcas e produzidos na região. “Não consigo acreditar que estamos livres do risco de ingerir produtos contaminados. A prova disso é que colocaram essas substancia no leite e ele estava sendo consumido livremente. Por isso vou dar um tempo no consumo desse tipo de leite”, afirma ela. O reflexo da desconfiança por parte dos consumidores pode ser observado na queda das vendas do leite tipo “longa vida” e no aumento da procura do produzido no Estado. O gerente de vendas Amarildo Nunes explica que os lotes condenados não chegaram ao Estado, portanto, as pessoas podem ficar tranqüilas. “Tivemos de aumentar os pedidos de leite pasteurizado com os produtores locais. Antes da constatação da adulteração, os tipo ‘longa vida’ eram os mais vendidos, sendo que agora o pasteurizado chega a faltar”, diz Nunes. Polícia Federal tranqüiliza população do Acre Segundo a superintendência da Polícia Federal no Acre, a população do Estado está livre do risco de consumir leite contaminado. No dia em que a operação Ouro Branco foi deflagrada em Minas Gerais, em todos os demais Estados da federação foram designados delegados encarregados de obter informações sobre quantas cooperativas de leite existem no local, se havia empresas que envasavam o produto, a origem do leite consumido e a arrecadação de amostras dos leites “longa vida” comercializados nos maiores supermercados de cada Estado. Segundo Alexandre Silveira, delegado da Polícia Federal, no Estado não foi constatada a existência de cooperativas nem de indústrias de envasamento. O leite Parmalat distribuído para o Acre não é proveniente de Minas Gerais. Outro alerta do delegado é quanto aos riscos à saúde das substâncias usadas na adulteração. Segundo ele, o uso das substâncias apenas neutraliza alguns nutrientes e vitaminas do leite. “Nutricionistas e especialistas já foram ouvidos e afirmam que a quantidade das substâncias encontradas no leite não causa nenhum dano à saúde. O crime está relacionado à comercialização de um produto que não está dentro das especificações do Ministério da Agricultura”, explica Silveira. | |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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