VARIEDADES

Escritor Renã Leite lança livro em dezembro

Obra aborda questões sociais em forma de poesia

Regiclay Saady
Renã escreveu obra
abordando questões sociais


Whilley Araújo

Está previsto para o dia 14 de dezembro desse ano, o pré-lançamento do livro “O (in)consciente coletivo de cada um”, de autoria do escritor acreano Renã Leite Pontes, que é um professor de educação física apaixonado por poesias.

A obra aborda questões sociais que retratam em forma de poesia o drama das pessoas desempregadas, doentes, acometidas por depressão e outros cidadãos que não conseguiram encontrar o caminho da felicidade.

“É um trabalho que vem sendo desenvolvido há aproximadamente um ano e meio, e que enfim, com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do Estado e do Serviço Social do Comércio (Sesc), poderá ser publicado no mês seguinte”, destaca Renã.

Ele diz ainda que resta apenas alguns serviços de diagramação e outros gráficos para que o livro seja impresso. “A idéia é comercializarmos mil exemplares por um valor de aproximadamente R$ 20, o que dará oportunidade para que todos os amantes da leitura possam conhecer o bom trabalho que estará disponível no livro”, ressalta.

O pré-lançamento do livro irá acontecer no Sesc, do centro, provavelmente na segunda sexta-feira de dezembro em um horário que ainda será definido.

Poesias de Renã

A REFORMA DO ANTIGO MERCADO

Veja aquela ponte nova na nova Rio Branco
E a praça renascida em cima do barranco.
Uma escultura no mercado – uma cultura!
“É necessário cultura pra esculpir a escultura!”

Na namoradeira da bela praça há um menino
E uma planta plantada que ainda não deu flor...
O menino é Severino, de rosto sibilino de inquilino
Deste mundo. Neto do barbeiro – homem batalhador.

Ali haviam muitos sujeitos na rua da amargura
E muitas núbeis damas com os pés inchados.
Era triste observar o ambiente degradante...

O cheiro forte de álcool e a atmosfera de nojura...
Os fios entrelaçados, finos, eram umas “bombas”.
Esta praça é o milagre da força da gente!

O CENTRO FORA DO CENTRO

A terá deslocou-se do seu centro.
E têm surgido mil problemas mesmo.
Já faz bom tempo que os cientistas,
Calculam os custos das nossas conquistas.

O rio é água negra... Não há mais puro ar!
Aqui comanda o arquétipo decadente,
Que joga poluentes no meio ambiente,
Sem o menor interesse em mudar.

Tudo caminha em rumo ao absurdo.
Assisto passivo - dos pólos - o degelo,
Tangido pelo efeito estufa violento.

Acaso há só este e não há outro jeito,
Pra conseguimos nos enquadrar dentro,
De um padrão bem menos virulento?

 
 
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Rio Branco-AC, 1 de novembro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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