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Acre Aves Alimentos Ltda. vai abater 5 mil frangos por |
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A concorrência pública promovida pelo Estado permitiu a formação de uma parceria entre o governo e a iniciativa privada num dos investimentos mais importantes do plano de desenvolvimento sustentável do Acre, originando uma empresa registrada como Acre Aves Alimentos Ltda., gestora do abatedouro de frangos que está sendo construído na região de confluência da BR-317 com a Estrada da Borracha, em Xapuri. A produção abastecerá o mercado interno, mas a unidade está pronta para exportar. Sua inauguração está prevista para agosto próximo. Os gestores do projeto, ligados à Secretaria de Planejamento (Seplands) convidaram o empresário Paulo Eduardo Santoyo, um dos grandes especialistas no negócio de frango colonial, para prestar consultoria sobre o empreendimento. Santoyo, que reuniui-se nesta quinta-feira com o governador Binho Marques, decidiu tornar-se parceiro do abatedouro e atuará com sócios locais, como a cooperativa que reúne os produtores da região de Brasiléia, e empresários acreanos. Binho vê a produção familiar como base fundamental do negócio. “O importante é que esse abatedouro está vinculado à produção familiar”, disse o governador no encontro com Santoyo. “Teremos modelos semelhantes de negócio em cada região do Acre”, completou. As aves no sistema intensivo, à base de ração balanceada, buscando o abate diário de 4,5 mil aves nesta primeira fase - ou cerca de dez toneladas de carne ao dia. A ração para alimentá-las estão sendo produzidas no Acre e utiliza insumos como sorgo, soja e milho. Há experimentos com castanha-do-Brasil e macaxeira, que podem reduzir custos no preparo da ração. O frango colonial, o caipirão, não será esquecido, entretanto. Essa espécie é criada no sistema semi-intensivo, em que a ave passa algum tempo em cativeiro e outro solto, pastando à campo. A meta é que a produção de colonial cresça ao longo do tempo nos negócios do abatedouro. O governo do Acre, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aplicou cerca de R$5 milhões. Em 2008, cerca de 300 famílias estarão diretamente integradas ao processo nos municípios de Brasiléia, Xapuri e Epítaciolândia. A fábrica de ração produzirá 12 toneladas ao dia, sendo que o complexo de abate envolverá 70 funcionários nesta primeira etapa. Na fase 4, que será consolidada ao longo do tempo 1.000 famílias estarão diretamente envolvidas com o negócio. Participaram da reunião, os secretários Gilberto Siqueira, Denise Garrafiel, Nilson Cosson e Paulo Viana. |
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