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Sessão sobre a Amazônia reuniu diversas autoridades na Aleac Campanha da Fraternidade ganha notoriedade no meio político |
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A plenária da Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) foi palco ontem de uma ampla discussão sobre o apelo da Campanha da Fraternidade 2007, desencadeada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Este ano ela trouxe como tema “Fraternidade e Amazônia” e lema “Vida e missão nesse chão”. O evento contou com a presença do bispo dom Joaquín Pertíñez, padres e freiras da Igreja Católica e representantes de diversos setores de defesa e proteção do meio ambiente no Estado. O bispo dom Joaquín ressaltou que a sessão foi mais uma atividade que faz parte dos objetivos da campanha, isto é, fazer conhecer, sensibilizar e levar ao coração de todos os brasileiros, especialmente dos governantes a problemática que enfrenta a Amazônia. “A Igreja Católica está levantando esse questionamento e tenta encontrar algumas saídas e caminhos para melhorar a situação ambiental, social, cultural e religiosa da nossa região”, explicou. Segundo ele, a união é totalmente benéfica, já que os parlamentares têm o poder de legislar e a igreja defende a criação de leis e ações concretas e específicas para contribuir para melhorar a realidade. “Todos sabemos dos problemas que passamos. Se continuar assim, a situação vai ficar cada vez pior e antes que seja tarde demais devemos procurar soluções em forma de leis de prevenção em favor da Amazônia que precisa de atenção”, concluiu. O secretário Extraordinário do Índio, Francisco Pianco, ressaltou que as comunidades tradicionais da Amazônia nunca descuidaram da luta pela preservação do meio ambiente como forma de manter sua própria sobrevivência. Segundo ele, os povos indígenas discutem o tema toda vida. “Agora estamos com mais aliados, com mais pessoas envolvidas e atentas à realidade. A situação é muito triste porque quem não deve vai pagar o preço de quem deve nesse contexto geral”, desabafou. Para o líder indígena, já era hora de haver uma mobilização mais forte em defesa dos mananciais do planeta. Pianco afirmou que o planeta como um todo está começando a se preocupar, isto, é, deixou de ser uma meia dúzia de pessoas que ficavam falando sobre a questão ambiental e o tema ganhou espaço. “Hoje nós temos o mundo preocupado, e a gente vai somando aos poucos o que temos para oferecer, e talvez dar uma resposta para ajudar no equilíbrio do planeta. Os povos indígenas continuam sendo modelo de prevenção, exemplo disso é que as terras indígenas são as mais bem cuidadas, comparadas com as outras áreas”. Parceiros pela vida O diretor superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), Anselmo Forneck, esteve presente na sessão da Aleac e elogiou a iniciativa da CNBB em levantar o debate sobre a situação da Amazônia e mobilizar todos os setores da sociedade brasileira para serem parceiros na luta pela vida na região. “Foi uma decisão salutar a da CNBB, em tratar a questão ambiental e o bioma amazônico, especificamente, nessa campanha da fraternidade, sendo que a assembléia também, de forma oportuna, propôs essa sessão para se tornar parceira junto à igreja católica”, frisou. O autor do requerimento que resultou no debate, deputado estadual Francisco Cartaxo, disse que todos estão cansados dos “desmantelos” protagonizados ao logo dos últimos 400 anos. Para ele, a CNBB trás um momento de reflexão e se questiona: “A que se destina a nossa existência?”. O parlamentar afirmou que a promoção de ações efetivas para resgatar a dignidade do planeta depende da humanidade. “Nós da Amazônia temos a obrigação moral e ética de promover a discussão sobre o tema com vistas na efetivação de ações que realmente concretizem o sonho da preservação, e que não fique somente no debate do assunto”, completou. Já o ativista político Abrahin Fahat, Lhe, declarou que se fosse há algum tempo seria inacreditável assistir à cena de unidade dos poderes na Aleac, o que considerou como uma sessão divina e maravilhosa. “O mais importante dessa sessão hoje é o fato de se tratar de uma celebração religiosa da campanha da fraternidade da CNBB, dirigida por um comunista: o meu companheiro Edvaldo Magalhães. Inacreditável para quem viveu o tempo da ditadura, do medo e do medo do comunismo.” |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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