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Sempre um Papo no mês das mulheres Uma das antropólogas mais respeitadas do Brasil, Mirian Goldenberg lança livro e conversa com público dia 7, na Uninorte |
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Depois da pausa dos meses de férias, o maior projeto de incentivo a cultura e intercâmbio cultural do Brasil, o Sempre Um Papo, retorna ao Acre dedicando sua edição de março a uma homenagem às mulheres, trazendo para o encontro do próximo dia 7, na Uninorte, às 19h30, uma das antropólogas mais solicitadas e respeitadas do país, Mirian Goldenberg. Em dez anos de carreira como pesquisadora e professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mirian realizou inúmeros trabalhos, sempre tratando de temas polêmicos: sexualidade, normalidade, o culto ao corpo, os novos desejos. Em seu livro que será lançado em Rio Branco, “INFIEL: Notas de uma antropóloga”, ela ousa mais uma vez e analisa um tema para lá de atual. A infidelidade conjugal. O Sempre Um Papo retorna à Rio Branco depois de realizar dez edições de sucesso, em que trouxe os escritores e convidados: Ruy Castro, Zeca Camargo, MV Bill, Humberto Werneck, Fernanda Young, Fernanda Takai e John Ulhoa (Pato Fu), Paulo Markun, Ricardo Kotscho, Maria Dolores e Fábio Cesnik. Na primeira edição deste ano, o projeto que é realizado por Perillo Comunicação e AB Comunicação e Cultura, com apoio da Abrajet-Acre, tem o patrocínio da Coordenadoria Municipal da Mulher, Prefeitura de Rio Branco, Assessoria especial da Mulher, Governo do Estado do Acre, Uninorte, NilcesTur e Hotel Inácio. O evento – Mirian Goldenberg vem ao Estado pela primeira vez e realizará um bate-papo com o público acreano sobre os assuntos que sempre abordou em seus trabalhos. Depois de sua aparição no mês de fevereiro, no programa Globo Repórter, que abordou o tema infidelidade, a obra da escritora passou a ser ainda mais procurada pelos leitores. E é o livro “Infiel: Notas de uma antropóloga”, que ela apresentará ao público local. Com base em mais de vinte anos de pesquisas, a obra reúne vozes que refletem sobre a infidelidade masculina e feminina, com o que ela chama de um coro polifônico: vozes hegemônicas, subalternas, marginalizadas, alternativas, conformistas, progressistas, transgressoras, desviantes, polêmicas, contraditórias, silenciadas, silenciosas. “A minha própria voz de pesquisadora, a voz dos meus pesquisados, a voz da mídia se apropriando das minhas pesquisas. Meu desejo é que estas notas antropológicas contribuam para a compreensão de um tema que, apesar de tão antigo, continua a inquietar a alma e o corpo”, conta Mirian. A obra – o livro faz uma radiografia da vida sexual do brasileiro. Quem é mais infiel, o homem ou a mulher? Por que homens e mulheres são infiéis? Quais os principais problemas em um casamento? Qual o modelo ideal de casal? O que fazem os homens e mulheres que descobrem que são traídos? O que é infidelidade? Mirian entrevistou em profundidade pessoas de várias classes, com milhares de questionários, analisou matérias de jornais e revistas, assistiu a filmes, leu romances, novelas e inúmeros livros sobre o tema. As respostas surpreendem. As clássicas ‘outras’ acreditam que seus parceiros não têm relações sexuais com as esposas. Os homens casados acreditam que as amantes lhes são fiéis sexualmente. Não só no casamento, mas também no adultério. Para a autora a fidelidade é um valor. “Encontrei raríssimos casais que defendiam o casamento aberto, em que o marido e a esposa poderiam ter relações extraconjugais, desde que contassem tudo um ao outro, sem colocar em risco a relação principal”, confessa. A infidelidade permanece como um problema não resolvido. A fidelidade permanece como uma virtude, apesar das enormes mudanças nas relações afetivo-sexuais na atualidade. Homens e mulheres traem. Homens e mulheres são traídos, é o que mostra. Quem é – Mirian Goldenberg é professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia e do Departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ); doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ); organizadora de Os novos desejos e Nu & vestido; autora de A Outra: estudos antropológicos sobre a amante do homem casado, Toda mulher é meio Leila Diniz, A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em ciências sociais e De perto, ninguém é normal. Mais informações Obra: INFIEL: NOTAS DE UMA ANTROPÓLOGA |
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