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Do Editor

 

Novo mínimo, nova esperança

Apesar de ainda não ser o valor ideal, o novo salário mínimo, que entrou em vigor ontem, reacende as esperanças de uma vida estável para os 45 milhões de brasileiros que vivem do piso neste país.

É bem verdade que o valor estipulado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) para atender as necessidades básicas de um trabalhador e sua família previstas na Constituição era de R$ 1.924,59. Porém, a boa notícia é de que o ganho real obtido dessa vez é o maior do que o conseguido por grande parte das categorias nas negociações sindicais.

Além disso, o reajuste do mínimo também contribui para que o piso de muitas categorias também seja reajustado, aumentando o poder de compra da população. Com isso, R$ 21 bilhões serão injetados na economia brasileira nos próximos 12 meses. Nada mal para uma economia que há algum tempo era comparada a um paciente em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

A previsão feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo é de que a economia brasileira encerrará o primeiro trimestre à margem da crise que atinge os Estados Unidos atualmente. Entre tantos fatores que proporcionam essa boa fase, destaca-se a trajetória decrescente da taxa de desemprego. Enfim, o Brasil começa a fazer a sua lição de casa e quem ganha com isso é a própria nação.

 

 
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Rio Branco-AC, 2 de março de 2008
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