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POLÍTICA

Governo leva ensino médio às comunidades rurais de difícil acesso

Escolaridade é uma iniciativa do Projeto Asas da Florestania

Divulgação
“Asas da Florestania” chega às comunidades mais isoladas


Edmilson Ferreira

O Serviço Social da Indústria (Sesi) do Acre realizou na noite de sexta-feira, 29, no auditório da Casa da Indústria, a cerimônia de formatura dos 71 alunos de Rio Branco, escolarizados através do programa Por um Brasil Alfabetizado, mantido pela Federação das Indústrias do Acre (Fieac).

Em doze anos, mais de 10 mil jovens e adultos aprenderam a ler e a escrever através do programa oferecido no Centro de Educação do Trabalhador (CET) do Sesi. O Governo do Acre é parceiro no programa.

O presidente da Fieac, João Salomão afirmou que ações como essa confirmam que o industrial brasileiro, “em especial o acreano, está comprometido com os ideais de cidadania, acreditando que somente através da elevação da escolaridade de nossa população, poderemos construir um mundo muito melhor”. “Esta sim é uma grande vitória da indústria”, completou. Um dos formandos, Pedro Francisco Carneiro, é pescador e tem 58 anos. Somente agora, através do Por um Brasil Alfabetizado, conseguiu aprender a ler e escrever. “Mudo tudo na vida da gente. Antes eu não sabia nem ler a placa de um ônibus, tinha de ficar perguntando para os outros o nome do ônibus. Hoje a gente consegue ler e tomar o ônibus certo sem ficar pedindo para os outros”, disse Carneiro.

Além das turmas de Rio Branco, também foram abertas turmas nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Plácido de Castro. No total, foram mais de 300 alunos alfabetizados, no período de agosto de 2007 até janeiro deste ano. Na capital do Acre são parceiras do Sesi as empresas Albuquerque Engenharia, Cepel Engenharia, Laminados Triunfo, além da Secretaria de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República, da Escola Municipal José Potyguara, e da ‘Comunidade Maria Mãe de Todos’. O público alvo do programa é formado principalmente por trabalhadores de indústrias, mas todos os cursos oferecidos no CET também são estendidos à comunidade. Geneci Venâncio da Silva, orador dos formandos, disse que a alfabetização vai dar suporte para enfrentar os desafios dentro e fora da escola, com criatividade, perseverança e competência. Para ele, não há um novo caminho para o exercício da cidadania, e sim um novo caminhar. Para José de Ribamar Nina Lamar, da Cepel Engenharia, a empresa, ao participar do programa, está cumprindo com a Responsabilidade Social, procurando elevar a qualidade de vida de seus trabalhadores. “Vocês são capazes de tudo, basta querer”, disse o empresário durante a cerimônia.

Familiares e amigos dos formandos prestigiaram a solenidade e assistiram à entrega dos certificados. Ao final da cerimônia, os alunos ganharam Kit´s de Leitura da coleção “Isso é só o Começo”, doados pelo Conselho Nacional do SESI. “Para todos eles foi uma noite de muita emoção. É mais uma etapa vencida, com sacrifício e muitos obstáculos, mas principalmente com esperança, e muita força de vontade para vencer”, disse Kátia Modesto, diretora do CET.

Entrada para a cidadania

De acordo com o Ministério da Educação e Cultura, o Programa Brasil Alfabetizado representa um portal de entrada na cidadania, articulado diretamente com o aumento da escolarização de jovens e adultos e promovendo o acesso à educação como um direito de todos em qualquer momento da vida. O programa enfatiza a qualidade e o maior aproveitamento dos recursos públicos investidos na educação de jovens e adultos e inclui a ampliação do período de alfabetização de seis para até oito meses; Aumento de 50% nos recursos para a formação dos alfabetizadores; Estabelecimento de um piso para o valor da bolsa paga ao alfabetizador, aumentando a quantidade de turmas em regiões com baixa densidade populacional e em comunidades populares de periferias urbanas;

Implantação de um sistema integrado de monitoramento e avaliação do programa; Maior oportunidade de continuidade da escolarização de jovens e adultos, a partir do aumento de 42% para 68% do percentual dos recursos alocados para estados e municípios.

 
 
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Rio Branco-AC, 2 de março de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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