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OAB afirma que “vazamentos” da PF são “calculados e sistemáticos”
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Alessandra Bastos Brasília - O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) habeas corpus para os 15 advogados suspeitos de vazar para a imprensa informações da Operação Furacão, realizada pela Polícia Federal em 13 de abril último. No pedido de liberação dos advogados – assinado pelo presidente da OAB, Cezar Britto, e pelo secretário-geral adjunto, Albert Zacharias Toron -, a entidade alega que “em todas as operações [da Polícia Federal] temos os ditos vazamentos, que a rigor não deveriam ser chamados assim. São calculados e sistemáticos”. Com esse argumento, a OAB requere ainda o trancamento do inquérito policial. “Cumpre destacar que a investigação, aparentemente, fora mantida sob sigilo até o momento em que foram cumpridos os mandados de prisão, pois, logo em seguida, a imprensa começou a obter e divulgar informações privilegiadas, como lamentavelmente sempre tem acontecido em casos dessa espécie”, registra o documento do conselho federal. A OAB apresentou a transcrição de trechos de reportagens publicadas por jornais em 14 de abril, “quando nenhum advogado tinha tido, ainda, acesso aos autos e até mesmo a seus clientes detidos”. E alegou que são “prova cabal e irrefutável” de que a imprensa teve acesso a “dados sigilosos” antes dos advogados - que só tiveram acesso aos autos em 17 de abril, segundo a entidade. (Agência Brasil) |
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