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Agroindústria vai gerar mais empregos Governo investe R$ 2 milhões na instalação de frigoríficos em Brasiléia |
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O Vale do Acre foi contemplado ontem com a liberação de pelo menos R$ 2 milhões para serem investidos, numa parceria entre o poder público e cooperativas de trabalhadores, em duas agroindústrias para beneficiamento de polpas de frutas em Brasiléia e Rio Branco e em um frigorífico para abate de frangos que vai atender produtores de Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri. Os recursos foram liberados pelo governador Jorge Viana com a assinatura de convênios com as prefeituras de Brasiléia e de Rio Branco, na sede da Secretaria de Extrativismo e Produção Familiar (Seprof). Os recursos são oriundos do Ministério da Integração Nacional – no caso do frigorífico – e do financiamento obtido pelo Estado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A agroindústria de frutas de Brasiléia já está em funcionamento, situada no quilômetro 1 da Br-317 (saída para Assis Brasil), beneficiando açaí extraído por produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes, em parceria com a Prefeitura do Município e a cooperativa dos produtores do Vale do Acre (Coopvacre). A idéia é que, com a ampliação, que deverá consumir recursos da ordem de R$ 145 mil, passe a gerar 15 empregos diretos e tenha a capacidade de produção ampliada para 370 toneladas de polpa por ano, atendendo, além de Brasiléia, os municípios de Epitaciolândia e Xapuri. No caso de Rio Banco, a agroindústria localizada no quilômetro 5 da Estrada da Floresta, os investimentos são da ordem de R$ 261 mil, com a geração de 15 empregos e capacidade de 350 toneladas de polpa de fruta com a absorção da produção de extrativistas dos municípios de Senador Guiomard, Capixaba, Porto Acre e da capital. A Seprof trabalha com a perspectiva de obter registro junto ao Ministério da Agricultura para que os produtos possam ser exportados para os países fronteiriços, a Bolívia e o Peru, conforme explicou a secretária Denise Garrafiel. O maior investimento, R$ 1,3 milhão, será feito no frigorífico de frangos do tipo colonial, uma espécie em que é buscada um consórcio entre o frango caipira e o de granja. “É um tipo caipirão”, disse Garrafiel. Segundo ela, o projeto prevê o abate inicial de 500 aves por dia, com a geração de 50 empregos diretos. O total de abates diários, com o frigorífico funcionando com sua capacidade total, poderá chegar a 2.500 por dia, envolvendo até 300 famílias com renda média de R$ 300,00 por mês. O frango a ser produzido no frigorífico poderá ser colocado no mercado a um preço entre R$, 3,80 a R$ 400, pelo menos R$ 2,00 a menos que o frango congelado colocado no mercado pelos fabricantes Sadia e Perdigão. “Eu fico muito contente em poder, como governador, pôr minha assinatura em programas como este porque aqui está a garantia de que nós estamos gerando emprego e renda para o nosso povo, com a criação de indústrias em nosso Estado”, disse o governador Jorge Viana. De acordo com o governador, os recursos obtidos junto ao BNDES não foram apenas para obras físicas, como pontes, avenidas ou estradas. “É com parte deste dinheiro que a gente está investindo em obras de apoio à produção”, acrescentou o governador. A prefeita de Brasiléia, Leila Galvão, disse que a região do Alto Acre espera o resultado dos investimentos com muita expectativa. “Nosso compromisso também é com geração de empregos na iniciativa privada. Com esses investimentos, podemos gerar, imediatamente, mais de 200 empregos e esse é um primeiro passo para o desenvolvimento naquela região”, afirmou o prefeito. O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, também vive a expectativa de que a fábrica de polpa de frutas na Capital também ajude o município na produção de alimentos além do açaí. “Nós temos uma gama de frutas que podem ser aproveitadas, como o cupuaçu, o abacaxi, a laranja e outras que também serão aproveitadas e industrializadas”, disse Angelim. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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