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POLÍTICA

Provida vai integrar polícias à comunidade

Programa deverá ser instalado este mês pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública

 


Juracy Xangai

Somos todos responsáveis pela segurança da comunidade. Esse é o princípio de funcionamento das bases de operação do Programa de Integração e Proteção à Vida que começam a ser instaladas neste mês de setembro pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Cada base contará com policiais militares e civis, corpo de bombeiro e Detran. Além de realizar o policiamento ostensivo e de investigações, eles agirão preventivamente, em parceria com associações de moradores realizando palestras sobre com orientações sobre segurança, uso de drogas, primeiros socorros e outros temas de interesse da comunidade.

A primeira base funcionará na rua Rio de Janeiro, no prédio do antigo Posto de Serviços do Bancre, próximo ao Costelão da Floresta. Equipado com sistema de comunicação e computadores ele será a central que integrará as dez bases que estarão sendo instaladas na Capital. Juntas elas atenderão a pelo menos 50 bairros descentralizando os serviços das delegacias e agilizando o atendimento das ocorrências.

A segunda base, que já está sendo instalada, será inaugurada ainda neste setembro em Cruzeiro do Sul. O volume de problemas na área da segurança pública é maior na Capital que concentrará a maioria das bases. Por isso a segunda base da cidade será instalada no Segundo Distrito, mas haverão outras em Brasiléia e Assis Brasil situadas na fronteira com Peru e Bolívia.

“Cada base ficará instalada em pontos estratégicos de fácil acesso à comunidade, porque a idéia é conscientizar as pessoas de que cada um de nós é também responsável pela segurança de todos. A repressão pura e simples são resolve o problema, é preciso que as pessoas participem”. O apelo do secretário de Segurança Pública Antônio Monteiro se explica melhor no fato de que a maior parte das ocorrências envolvendo mortes tem relação com o consumo de álcool ou acontecem no ambiente doméstico, ou seja, dentro da casa das pessoas onde normalmente a polícia não pode atuar.

“Veja o caso de um marido e mulher que brigam, ou de alguém muito embriagado. Muitos desses eventos acabam em morte, mas se formos avisados a tempo poderemos evitar muitas tragédias”, adverte Monteiro.

Ele esclareceu que as bases vão funcionar não como instrumento de repressão, mas muito mais como mediadora de conflitos, como por exemplo, levando para casa ou ao hospital alguém muito embriagado ou conversando com casais que brigam, na busca de entendimento que solucione o problema. “Estando mais presente na comunidade conquistaremos mais confiança das pessoas que nos permitirão agir preventivamente e assim diminuirmos os casos de homicídios e agressões pessoais”.

Integração de forças

Cada base contará com uma equipe da Polícia Militar com uma viatura, Polícia Civil com uma moto e soldados do Corpo de Bombeiros com uma moto carregando equipamentos básicos de primeiros socorros para atender as pessoas enquanto chegam as ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

A colocação desse programa em funcionamento estará consolidando de maneira prática a proposta de integração dos serviços de segurança pública que vem sendo implantado no Acre desde 1998 numa parceria entre o governo do Estado e o Governo Federal. O que se constatou nesse período é que o grande número de viaturas em movimento pela cidade tem consumido muito combustível e desgastado as viaturas que se acabam em apenas dois anos, gerando uma grande despesa de resultados pouco eficientes.

Notou-se também que essa movimentação de viaturas tinha pouco ou nenhum efeito preventivo sobre a violência que acontece no ambiente familiar ou comunitário. Por isso é que em 2003 foi colocado em funcionamento o programa Polícia da Família que hoje tem bases instaladas nos bairros Vitória, Jorge Lavocat e vila Santa Cecília atendendo também as comunidades de seu entorno com maior eficiência que nas demais áreas da cidade.

“O mais importante em todo este trabalho é proteger a vida das pessoas, na verdade nossa preocupação é com a vida do cidadão, o bem mais precioso que temos”, enfatiza Monteiro que mais uma vez apela aos moradores para que colaborem com os serviços de segurança: “A comunidade sabe onde estão os problemas que a incomodam e até apontam as soluções, mas geralmente não tem os meios para colocá-las em prática, nós estaremos lá para ajudar nisso. A polícia não sabe quem ou quais são os cidadãos problemáticos, a comunidade sabe e quando soubermos também, poderemos agir preventivamente e todos viveremos melhor”.

 
 
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Rio Branco-AC, 2 de setembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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