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POLÍTICA

PF garante tranqüilidade nas eleições

 


Whilley Araújo

A Polícia Federal (PF) colocou todo o seu efetivo nas ruas durante o dia de ontem para coibir a ação de cabos eleitorais e garantir a tranqüilidade durante a votação. A instituição não divulgou o número de pessoas detidas, mas informou que a maioria das irregularidades foi por motivo de boca-de-urna e bandeiraço.

“O processo eleitoral foi tranqüilo, tivemos um grande número de pessoas detidas, mas nada de muito grave. Os eleitores autuados foram liberados após algumas horas. Os militantes presos por crime eleitoral que foram encaminhados à sede da PF também ganharam liberdade após o pagamento de fiança”, afirmou Cid Sabóia Soares, delegado da PF.

O caso que mais chamou atenção foi do empresário Adriano Silva, irmão do candidato a deputado estadual Raimundo Gomes da Silva, conhecido como Dr. Silva. Adriano foi detido pela Polícia Civil e encaminhado para a PF por suspeita de compra de votos para o irmão. Porém, Adriano foi ouvido pela PF por aproximadamente três horas e em seguida liberado, não se confirmando assim o crime eleitoral.

“O empresário foi autuado próximo à 6º USP, no bairro Sobral com cerca de R$ 1,2 mil em cédulas miúdas, mas após prestar esclarecimentos não foi confirmado nenhum crime eleitoral”, completou Sabóia.

Entre as pessoas detidas pela PF estava a diarista Selma de Oliveira, acusada de fazer distribuição de “santinhos”. Ela estava nas proximidades da escola Mário de Oliveira quando foi autuada. Acompanhada de sua filha de apenas dois anos, a diarista foi liberada rapidamente pela PF após uma mobilização de outros militantes que também estavam prestando esclarecimentos no prédio da instituição.

Por volta das 10h30 um militante do candidato a deputado estadual Chagas Romão (PMDB) foi detido. Ele foi pego por homens da Polícia Civil distribuindo “santinhos” na via Chico Mendes e no mesmo momento conduzido em seu veículo até a PF para ser interrogado e em algumas horas foi liberado.

Apenas um eleitor foi preso por desrespeitar a “Lei Seca”. Ele foi autuado na periferia da capital pelo Comando de Operações Especiais (COE) com uma lata de cerveja na mão. O infrator foi levado à PF, mas os policiais informaram que ele tinha problemas mentais e o eleitor foi solto após um conversa com um delegado da Polícia Civil.

Chuva diminui o número de detenções

Devido à forte chuva que caiu por pelo menos três horas em Rio Branco ontem, o trabalho da PF, Polícia Civil e Militar foi mais tranqüilo. Durante o turno da manhã pelo menos 40 militantes foram detidos, número bem superior em comparação com a tarde. “A chuva ajudou a tirar os cabos eleitorais das ruas, fazendo com que o nosso trabalho fosse reduzido”, frisou o delegado Sabóia.

“Nós cumprimos muitos mandatos de busca e apreensão de materiais de campanha, em torno de 30, além das detenções de pessoas que estavam descumprindo a lei. Entretanto a PF cumpriu o seu papel de coibir os crimes eleitorais e fazemos uma avaliação positiva de toda a operação das eleições”, acrescentou o delegado.

 
 
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Rio Branco-AC, 2 de outubro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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