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Informais faturam na eleição Desempregados ou em busca de complementar a renda, eles vêem no pleito mais uma oportunidade de ganhar dinheiro |
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A movimentação de eleitores levou muitas pessoas às ruas aproveitando a oportunidade para ganhar algum dinheiro enquanto os candidatos se remoíam de nervosismo à espera do julgamento popular das urnas. São cidadãos anônimos, a maioria deles desempregada, que conseguem tirar do trabalho informal o sustento de suas famílias. Com sua cadeirinha, guarda-sol e caixote como mesa, a dona de casa Maria Teles Fernandes, 36 anos, mãe de três filhos, trabalha vendendo vales-transporte no calçadão em frente ao portão do Terminal Urbano. “Preciso do dinheiro, por isso trabalho todos os dias, inclusive aos domingos, quando o movimento é muito mais fraco. Tenho de sair para votar, mas sei que hoje vou vender muito mais que nos dias normais”, afirmou. Em frente à escola Alcimar Leitão, no Conjunto Universitário, Aldenice Santos Lima, 25 anos, mãe de uma filha, e o marido Marcelo instalaram seu carrinho de cachorro-quente à espera dos eleitores. “Faz pouco tempo que montamos esse negócio, mas funciona bem de segunda a sábado. Nunca tinha trabalhado num dia de eleição, mas neste domingo o movimento está muito bom, apesar da chuva.” O mototaxista José Benvindo Nascimento de Araújo, 24, também aproveitou o dia da eleição para faturar dobrado. “Chega muita gente sem saber onde é que tem de votar, outros estão atrasados ou com pressa porque tâm outras coisas a fazer. Para nós, dias como esse garantem um dinheiro a mais no bolso.” A lanchonete Cristo Reina, localizada em frente ao Colégio Acreano, normalmente não abre aos domingos, mas ontem funcionava com o máximo de sua capacidade, conforme explicou Denílson da Silva Thaumaturgo, 18 anos. “Domingo é dia de folga, mas hoje trouxemos mais que o dobro de salgadinhos e refrigerantes. Está valendo a pena, porque eu mal dou conta de atender todos os pedidos.” Eleitores esbaforidos pelo calor que precedeu a chuva aproveitavam para refrescar a garganta junto ao carrinho de Márcia Pereira da Silva, 33 anos. “Quem vende água de coco é meu marido, mas ele foi votar e eu fiquei aqui. A gente trouxe 200 cocos para vender, ainda não é nem meio-dia e já vendemos mais da metade. Está bom demais”, afirmou. Até os piratas foram para a rua e faturaram alto no dia da eleição. “Sempre vendi DVDs e CDs aos domingos aqui no calçadão, mas nunca tinha vendido tanto quanto hoje. O pessoal prefere filmes de guerra e de violência, deve ser efeito dessa confusão da política, né?”, declarou o estudante Amilton Rocha, 17. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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