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Prefeitura conclui obras de limpeza de cemitérios |
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Ontem pela manhã, o prefeito Raimundo Angelim e o secretário de Serviços Urbanos (Semsur), Gildo César Rocha, estiveram em algumas necrópoles para acompanhar os trabalhos dos assistentes sociais, na repressão ao trabalho infantil, e dos garis e margaridas da Semsur, na remoção de entulhos. No cemitério Morada da Paz, na Estrada do Calafate, a prefeitura manterá equipes de orientação. Embora o local seja privado, são sepultados também carentes e indigentes, numa parcela de área concedida por força de lei, ao poder público. No Jardim da Saudade, localizado no bairro Tancredo Neves, estima-se que deverão passar ao menos 25 mil pessoas, nesta sexta-feira. O cemitério é o segundo maior da cidade, com 15 hectares e 19 mil sepultados. Todos os cemitérios serão iluminados para que as pessoas possam estender o prazo de visitação. Também foram espalhados, nos campos santos, alguns banners que contam um pouco da história de cada cemitério. Comércio Informal - Do lado de fora dos cemitérios a movimentação dos ambulantes começou ontem mesmo já que muitas pessoas preferem fazer suas visitas na véspera do feriado para ter mais tranqüilidade. Os vendedores chegaram cedo para montar suas barracas e oferecer os produtos mais procurados do dia: velas, coroas de flores e água. Maria Alice e mais três vizinhos chegaram ontem às 6h da manhã para começar as vendas. Na barraca eles vendem de tudo um pouco. Há cinco anos ela freqüenta os cemitérios e garante que dá para ganhar um bom dinheirinho. Arlinda Souza também chegou cedo para vender coroas de flores, arte que ela aprendeu sozinha há 15 anos, quando ainda morava em Sena Madureira. Hoje, além dela, a filha Marilene e a neta Carolina produzem juntas mais de 300 coroas para serem vendidas nos cemitérios de Rio Branco. Para conseguirem dar conta do recado no dia de finados, elas trabalham durante o ano todo. Porém, sabem que ao final o esforço e a dedicação compensam. O preço das coroas varia entre R$ 6 e R$ 10 reais e cada uma delas vende de forma separada o que produziu embora ocupem a mesma barraca. “A gente chega aqui bem cedinho a já começa a vender. É daqui que conseguimos juntar o dinheiro para compras de final de ano e outras coisas extras, diz Arlinda. Mas não são apenas velas e coroas que são vendidas nas imediações dos cemitérios. O longo comercio que se forma oferece de tudo um pouco. Tem café da manhã, almoço, lanternas, presilhas de cabelo e até frango vivo. “Aqui a gente vai incrementando todos os anos e sendo atrevido também em trazer esse tipos de produtos. Mas tudo isso é porque vemos que muita gente pergunta, por exemplo, se temos chapéus para vender, por causa do Sol. Então no ano seguinte a gente já traz”, explica Francisca Moura. | |
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