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Ordenhadeiras para boa produção Pequenos produtores de Senador Guiomard estão conseguindo aumentar a coleta de leite com novas técnicas |
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O produtor Antônio José Sotero morador do quilômetro 12 do ramal da Limeira em Senador Guiomard foi o primeiro sorteado com uma das quatro ordenhadeiras que o governo do Estado estará distribuindo a quatro dentre os 54 pequenos produtores de maior destaque dentro do projeto de recuperação de áreas degradadas na bacia leiteira e inseminação artificial. Com 33 vacas ele produz uma média de 180 litros de leite por dia, destacando-se pela maior produção média de leite, como também pelos cuidados na aplicação do manejo de pastos, animais e inseminação artificial. Em setembro, quatro deles estiveram em Brasília e depois São Paulo visitando pequenos produtores que lá mantêm até 15 vacas por hectare produzindo muito leite ao aplicar técnicas do programa Balde Cheio, semelhantes às que estão sendo implantadas no Acre. A premiação foi anunciada na manhã de quarta-feira durante abertura de reunião realizada no ramal Nova Aldeia, dentro do Projeto de Colonização Peixoto onde produtores e instituições parceiras do projeto como a prefeitura de Senador Guiomard, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizado Rural (Senar), Ministério da Agricultura, secretarias estaduais de Assistência Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Agricultura e Pecuária (Seap), além do Ministério da Agricultura e Banco do Brasil, avaliaram os resultados já obtidos e planejaram novas ações. José Correia morador do ramal São José deu seu testemunho dos resultados ao esclarecer que desanimado com a falta de assistência técnica e o comportamento desleal do lacticínios que atuavam em Rio Branco, depois de oito anos produzindo leite vendeu todas as suas vacas e comprou gado branco (de corte). “Quem não tem conhecimento nem recebe orientação acaba fazendo tudo errado, sofri muito depois que me desfiz de meu gado de leite, mas quando este projeto se iniciou e vi que era pra valer, vendi o gado branco, comprei 26 novilhas que estão inseminadas e estou me preparando para retomar a produção ainda neste inverno”, relatou. Voltando-se para as instituições parceiras, ele foi taxativo em declarar que: “Nunca espere que um de nós desvie de sua finalidade os recursos e equipamentos deste projeto porque nós já sofremos muito e sabemos que isto é necessário para atender uma necessidade nossa. Precisamos de uma mão que nos ajude a sair do fundo do poço e a produção de leite é nossa maior esperança!” Gilson José Bezerra da Silva presidente do grupo de produtores do ramal Nova Lima lembrou que, há três anos, quando os técnicos do Senar e Sebrae passaram a orientá-lo, tinha três vacas produzindo uma média de 30 litros de leite por dia, no verão a produção foi abaixo de 25 e ele seguiu as orientações de manejo para a recuperação do pasto, formação de capineira com cana e capim napier, passou a ter mais cuidado com os animais e, no verão deste ano sua produção que já era de 80 litros por dia se manteve estável. “Neste momento algumas vacas pariram bezerro novo, a produção está na base de 114 a 120 litros por dia e vou terminar o inverno com mais de 150 litros”. José Sotero, ainda antes de receber a notícia de que ganhara a ordenhadeira mecânica, declarou que: “Estou muito feliz com esta parceria porque com ela estamos conseguindo melhorar a produção e a nossa vida. Antigamente projetos desse tipo só existiam para favorecer os grandes que ficavam cada vez mais grandes, mas agora nós pequenos produtores também estamos recebendo atenção e vamos aproveitar bem esta oportunidade”. Parceria que dá leite Animado com os resultados e os depoimentos dos produtores, o prefeito Celso Ribeiro de Senador Guiomard foi enfático ao declarar-se pronto a dar continuidade e ampliar as ações. “Os produtores podem continuar contando comigo para o que der e vier. Na semana passada estivemos em Brasília onde estive com o senador Siba Machado que desde o primeiro momento deste projeto repassou recursos para estimular a produção leiteira através de suas emendas parlamentares. Ele me disse que as negociações para a instalação de uma empacotadora de leite tetrapack no Acre estão bastante avançadas, o problema maior é o de qu ainda não temos produção suficiente pra manter seu funcionamento, então ela deverá vir dedicando metade de sua capacidade no empacotamento do leite e a outra metade na produção de sucos de frutas regionais”. As reclamações de produtores como José Correia advertindo que o ramal Eletrônio, onde vive, está quase intrafegável com as primeira chuvas do inverno e isso já dificulta o escoamento da produção que pode ser suspensa com o agravamento da situação. Diante disso, o prefeito declarou que: “Temos feito o possível para recuperar os ramais, mas não dispomos de maquinas suficientes para isso, também o governador Binho Marques reconhece o problema, mas a boa notícia é a de que a bancada federal com seus deputados e senadores propuseram uma emenda conjunta ao Orçamento Geral da União pedindo a liberação de R$ 500 milhões no ano que vem para a compra de máquinas que venham atender nossos produtores”. Cleber Campos Júnior o diretor administrativo e financeiro do SeBrae do Acre lembrou que: “Por mais de uma vez tentamos, sem muito sucesso, parcerias que atendessem aos pequenos produtores de leite, mas esta vem começa a atingir os resultados que tanto desejamos. Por isso já estamos garantindo a continuação de nossos convênios com instituições parceiras como o Senar para darmos continuidade a estas ações no ano que vem, pois entendemos que a produção do leite é uma das atividades que oferecer melhor perspectiva para os produtores do Acre”. Também estiveram presentes ao evento, Geraldo Gonçalo gerente do programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) pelo Banco do Brasil reafirmando sua parceria e facilidade para que produtores que tem assistência técnica garantida possam ter acesso a créditos mais favoráveis. Já Isaias Carvalho coordenador do programa Balde Cheio criado pelo Ministério da Agricultura para estimular a produção de leite nas pequenas propriedades declarou continuidade do apoio federal o projeto. E, Aloísio Cavalcante representando a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) reafirmou a parceria com o projeto. Continuidade O projeto teve sua primeira fase iniciada com o cadastramento e realização de diagnóstico dos produtores e suas propriedades. Em seguida receberam palestras e treinamentos tanto no que se refere ao estímulo à cultura cooperativa, melhoria da gestão das propriedades, técnicas de manejo dos animais, pasto, formação de capineiras, além de aprender a fazer inseminação artificial em suas vacas e novilhas. Dentre os 54, 40 plantaram capineiras de cana, capim napier e macaxeira ou as duas para suplementar a alimentação dos animais durante o verão. Ganharam quatro bujões de hidrogênio para estocar o sêmem de animais selecionados para inseminar suas vacas. Foram doadas 300 doses de sêmem, já usado e que agora está seno comprado pelos próprios produtores. Cada produtor recebeu 20 litros de gasolina mais dois litros e meio de óleo dois tempos, corrente de motosserra e limatão para que tirassem a madeira necessária à construção de um curral com pelo menos 50 metros quadrados. | |
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