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2007 aventuras Motos, quadriciclos e jipes encerraram 2006 cortando lama e prometem um ano cheio de aventuras radicais |
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O ronco dos motores fez a lama voar durante o 1º Réveillon Cross Country realizado pela Federação de Motociclismo do Acre (Femac) durante a manhã do dia 31 de dezembro na pista do Amazônia Rio. Motos, quadriciclos e jipes desafiaram o clima chuvoso para lançar-se na última aventura radical de 2006 onde apenas dez dos 21 pilotos de jipes e motos completaram a corrida; a maioria acabou vencida pela mãe natureza. Mais do que nunca a pista exigiu muito dos pilotos e máquinas fazendo com que neste período de inverno vários trechos tenham se transformado em verdadeiras lagoas de lama, além de tornar excessivamente lisas as rampas. Situação que ofereceu à torcida um espetáculo à parte e deixou mais da metade dos corredores fora da prova. A pista primeiro foi dada às motos e quadriciclos que foram “amaciando” a lama, depois entraram oito jipes para um circuito de cinco voltas por onde as motos atolavam momentos antes. Logo na primeira volta Abrahão Felício ficou atolado com seu Niva bem no meio da curva onde estava localizada a primeira e a pior dentre as lagoas de lama. Na segunda volta, Bá Pontes que disputava posição com Diciano acabou atingindo em cheio a traseira de Abrahão, a qual ficou parcialmente destruída pelo para choques e guincho do jipe. Um terceiro carro, atolou do outro lado da pista aumentando ainda mais o risco de acidentes, com os três fora da prova. Davi e seu auxiliar só conseguiram completar as cinco voltas porque foram criativos usando um travesseiro para recolher água que derramavam sobre as paletas para tirar a lama cremosa que entupia a colméia do radiador. Apesar das dificuldades impostas pela natureza testando a perícia dos pilotos e a resistência das máquinas numa seleção natural da soma entre força e habilidade chegou em primeiro lugar o jipeiro Diciano seguido por Davi que teve Jorge em terceiro lugar, os únicos a completar o percurso. Terminada a corrida, a disputa deu lugar à solidariedade com todos trabalhando para desatolar as máquinas e assim aproveitarem juntos a confraternização mais radical do ano. “Estamos vivendo uma parceria muito boa com a Femac para crescermos juntos e isto se torna cada vez mais forte com mais e mais competições reunindo mais competidores e um público cada vez maior”, esclareceu Afrânio Moura presidente do Acre Jeep Clube que hoje conta com 25 associados regulares e muitos participantes eventuais. “Nos últimos dois anos e especialmente em 2006 nós crescemos muito graças ao apoio que temos recebido do governo do Estado e empresas patrocinadoras, o que nos leva a projetar novas e maiores aventuras para este ano de 2007, sempre em parceria com a Femac.” Homens e máquinas Quem teve pressa parou, quem andou devagar atolou porque a pista invadida pelo mato e pela água exigiu de pilotos e máquinas um tempero para vencer cada curva e cada obstáculo, por isso grandes aceleradas se alternavam com marchas de força, além de muita perícia para controlar as motos sobre a pista escorregadia enquanto disputavam colocação com seus adversários. “Com a realização do Latino Americano, Campeonato Acreano de Motocross e Rally Bolpebra Amazônia – Andes, realizamos aqui todas as categorias do motociclismo convencional e assim conseguimos ter o melhor ano do motociclismo acreano. Só conseguimos isto graças à parceria e o apoio constante do governo do Estado, expressado nos apoios pessoais do ex- governador Jorge Viana, senador Tião Viana e secretário dos esportes José Alicio, além da participação cada vez maior de nossos patrocinadores compostos pelas empresas privadas”, explicou Rubens Ortiz o vice-presidente da Federação de Motociclismo do Acre (Femac). Destacaram pelo patrocínio nos vários eventos e disputas realizadas durante o ano de 2006, a Secretaria Extraordinária dos Esportes, as Revendas Honda – Acre, o Labnorte, a Dental Rio Branco, Ford Novesa, InforGraf, Stock Car, Serra’s Turismo, Marca Agropecuária, Guto Tavares, Rigo’s Tampico – Energil, Gráfica Globo, Casa dos Pneus – Rondobrás, Ecoacre e Ponto Sem Nó. Concluindo, Ortiz esclareceu: “Eu e Cassiano fizemos questão de realizar este Reveillon Cross Country em parceria com os jipeiros para fechar com chave de ouro um ano cheio de vitórias que trabalharemos para multiplicar em 2007 quando voltaremos a sediar uma das etapas do Campeonato Latino Americano de Motocross além de realizar inúmeras competições dentro e fora do Acre”. O calendário de eventos 2007 só será conhecido no final da primeira quinzena de janeiro. Mas, certo é que as modalidades do motociclismo, quadriciclo e jipeiros estarão sempre juntas nos evento. A Femac passa a regulamentar as provas dentro das normas nacionais e internacionais, conforme o caso, enquanto a organização e manutenção das provas será entregue a uma empresa organizadora profissionalizando as disputas que assim se transformarão em negócio que busca a sustentabilidade e retorno junto ao público e ao mercado, como acontece no resto do Brasil. Nova geração Com apenas nove anos de idade, Máximo Henrique Rodrigues da Silva pilotou seu quadriciclo com perícia de gente grande vencemdo a lama e obstáculos, ultrapassando adversários para subir ao podium no segundo lugar na primeira corrida oficial em sua longa carreira iniciada aos quatro anos de idade orientada pelo pai o jipeiro “Marcão”. “Não atolei nem uma vez”, afirmava, empolgado, o piloto de primeira corrida. “O segredo é entrar acelerado usando uma marcha de força escolhendo os cantos menos fundo. Na pista tinha umas passagens muito difíceis, numa o Oswaldo atolou e eu tive de passar por um lugar pior ainda. Como sou mais leve, deu; os outros ficaram”, analisou. Sobre seus planos para o futuro, Máximo confessa: “Gosto muito de moto, mas o meu esporte é mesmo o quadriciclo”. O vencedor da prova de quadriciclos foi Weverton Bichara Frota, de 19 anos, o “Frotinha”, que há três anos comprara um quadriciclo para usar nos trabalhos da fazenda e divertir-se nas horas vagas, mas que nunca havia disputado uma corrida pra valer. “A primeira vez que entrei numa pista foi durante o cross country realizado na Expoacre, mas como visitante. Gostei e voltei hoje para competir, isso põem uma adrenalina a mais no sangue da gente, vencer os obstáculos e adversários ao mesmo tempo é uma aventura que testa os limites de sua força e resistência. Quando atolei isto foi posto à prova e precisei da ajuda de meu irmão para desenganchar o quadricilo que ficou montado no camaleão escondido na lama líquida”. O gosto pelo esporte parece ter passado de pai pra filho, como esclareceu: “Meu pai pilotava motos em disputas já antes de eu nascer, nunca vi ele nas pistas, mas vi fotos e ouvi as histórias. Acho que isso me influenciou bastante, é coisa que está no sangue. É um esporte perigoso mas vale a pena testar os próprios limites”. |
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