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Parceria e luta pela saúde humanizada No primeiro dia como governador, Binho anuncia César Messias como coordenador do diálogo com prefeituras |
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No seu primeiro dia de trabalho oficial, o governador Binho Marques buscou deixar transparente sua marca de gestor público sintetizada na eficiência e nos resultados concretos. Em reunião ocorrida pela manhã na prefeitura, o governador discutiu os temas saúde e desenvolvimento regional com várias autoridades, buscando construir uma saúde humanizada e inclusiva e consolidar a aproximação do governo e prefeituras como metas deste início de mandato. Definiu, nesse momento, os marcos dessa primeira fase de seu governo realizando visitas a estabelecimentos de saúde de Rio Branco como sinal das ações práticas que serão desencadeadas para melhorar o sistema em todo o Estado - e a promoção do desenvolvimento regional através de parcerias com as prefeituras. Nesse sentido, a participação do prefeito e presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Raimundo Angelim, reflete essa política. Binho anunciou que o vice-governador César Messias promoverá a relação mais produtiva entre o governo e as prefeituras, papel segundo ele fundamental para o desenvolvimento regional do Acre. “O César será o coordenador do plano regional de desenvolvimento para cada uma das regionais. Ele tem raciocínio rápido e pragmático”, definiu o governador, explicando que nenhuma decisão será tomada à revelia dos debates. Participaram do encontro o prefeito Raimundo Angelim, o senador Tião Viana, o vice-prefeito e secretário municipal de Saúde Eduardo Farias, secretária estadual de Saúde Sueli Melo, Thadeu Moura, diretor da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), e o vice-governador César Messias. Binho já possui a convicção de que o Sistema Único de Saúde (SUS) modelo copiado para vários paíse, não funciona em sua plenitude só com o Estado ou os municípios - tem de existir uma parceria sólida e consistente para dar certo. A busca nessa fase é pela excelência no atendimento. “O atendimento ao cidadão só vai melhorar com excelência na gestão”, sintetizou Binho. O fato, lembra ele, é que o ex-governador Jorge Viana criou as bases para que o próximo passo seja dotar o sistema de uma atenção humana e eficiente. “Temos agora as condições necessárias, as quais muitos Estados não têm. Jorge Viana fez a verdeira ponte para levar o atendimento aos mais humildes”, completou Tião Viana. Binho e Tião Viana falaram aos presentes sobre o modelo adotado para o Hospital do Juruá: quatro congregações católicas - Ordem das Servas de Maria, de Rio Branco, e as Ordens das Irmãs de Nossa Senhora; Irmãs Franciscanas do Mártir São Jorge; e Irmãs da Doutrina Cristã, junto com a sociedade civil de Cruzeiro do Sul - serão responsáveis pela administração do hospital. As irmãs iniciaram nesta segunda-feira o processo de gestão que visa atender com elevado grau de humanidade os mais pobres, aqueles que efetivamente precisam do serviço de saúde pública em bom funcionamento. Pelo menos 190 mil pessoas serão diretamente beneficiadas com a unidade especializada em média e alta complexidades de serviços de saúde em Cruzeiro do Sul, municípios e comunidades do Estado do Amazonas e até do Peru. A unidade alcançará padrão de excelência que a colocará como o melhor hospital da região Norte. O Hospital do Juruá tem capacidade de atendimento quatro vezes superior ao do Hospital Regional de Cruzeiro do Sul, que atualmente realiza as atividades de saúde mas não consegue suprir a demanda. No primeiro semestre deste ano o hospital estará em pleno funcionamento. A previsão é de que tão logo alcance seu melhor padrão de atendimento reduzirá em 50% as remoções de pacientes para Rio Branco ou outras capitais em busca de tratamento. O governo do Acre comprou um tomógrafo computadorizado no valor de cerca R$ 1 milhão. Em fevereiro, as irmãs começam o atendimento a pacientes. Ação médica busca integração, ensino e serviço Concluída a reunião na prefeitura, Binho e as autoridades foram visitar as unidades desde a atenção básica até o atendimento de alta complexidade, começando pelo Módulo de Saúde da Família do conjunto Ruy Lino. O estabelecimento é vinculado ao Centro de Referência em Saúde do Conjunto Tucumã e atende a pelo menos 2,6 mil pessoas (cerca de 600 famílias) nos bairros Ruy Lino, Ruy Lino II, parte do Mocinha Magalhães e Residencial Joafra. O módulo encontrou um processo atuante, reduzindo a próximo de zero a taxa de mortalidade infantil naquela região - um exemplo em cobertura vacinal e na busca pela consolidação do método conhecido como integração ensino/serviço, pelo qual as escolas produzem conhecimento beneficiando diretamente as pessoas que buscam atendimento em saúde. Por esse prisma, médicos residentes e estudantes de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) atuam na unidade sob coordenação permanente do médico-professor Osvaldo Leal. Em seguida, foram ao Centro de Saúde Barral y Barral, na Estação Experimental. O estabelecimento é um dos maiores de Rio Branco e atende a cerca de 39 mil pessoas de vários bairros adjacentes e até de outros municípios. Sua localização, muito próxima do Centro, o faz uma referência permanente. Por dia, 280 atendimentos são realizados nas várias áreas médicas e nos treze programas mantidos pelo centro. Em reunião com os funcionários, Binho fez várias perguntas sobre o funcionamento do centro. Ao final, apresentou uma conclusão genérica sobre o que tem de ser feito para melhorar a gestão da saúde: “Temos de combinar frieza com sensibilidade”, disse o governador, frisando que o sistema em si oferece muitas oportunidade de melhorá-lo. - Qual é o seu sonho para esta área? - perguntou Binho à coordenadora do centro, Floracy Moreira. - É criarmos o centro de apoio e diagnóstico com imagem -respondeu ela. O desafio também foi apresentado pelo secretário Eduardo Farias, que luta para melhorar principalmente o pré-natal. Atualmente, segundo ele, as gestantes têm de fazer exames de imagem, como o ultra-som, por conta própria porque a rede pública não o faz. Ação presencial dos residentes e educação criam nova mentalidade na prática médica Ao concluir a visita ao Barral Y Barral, Binho e as autoridades dirigiram-se à Fundhacre, onde se é possível ver o avanço na especialização médica e no tratamento de alta complexidade. A ação presencial dos médicos residentes, disse Tião Viana, tem um impacto imensurável na recuperação dos doentes. havia, antes deles, uma relação fria entre o médico e o paciente em que um não sabia o nome do outro. Hoje, tanto médico quanto paciente se conhecem mutuamente. A meta é espraiar esse processo para todas as unidades. A Fundhacre aumentou em 20% o número de cirurgias em 2006 em comparação a 2005, chegando a 5.000 operações no ano que passou - o que confirma que todas as condições para humanizar o atendimento estão criadas e praticamente consolidadas. Binho esteve no Hospital do Câncer, que deve começar a funcionar brevemente. A unidade, anexa à Fundhacre, deverá reduzir em 66% a demanda do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) tão logo entrem em funcionamento as bombas de Cobalto 60 e Iridium 192, operadas com tecnologia de última geração. O avanço no ensino, a residência médica e os cursos de especialização colocam o Acre em uma situação que há poucos anos era tida como impossível. De acordo com Thadeu Moura, cerca de 150 trabalhos de pesquisas foram apresentadas em seminários e eventos médicos no Brasil e no exterior nos últimos anos. A boa fase da saúde de alta complexidade fez a acreana Valéria Pereira, especialista em oncologia e pediatria, decidir voltar a morar no Estado. O mineiro Sérgio Reale, estudante de Medicina da Ufac, se mostrou encantado com o ensino adotado: “tem uma visão social impressionante”, disse. É nas salas de aula que a saúde do Acre começa a humanizar-se. Entre os desafios, a cultura de rede e o aumento da resolutividade O desafio é ampliar a resolutividade e consolidar a ‘cultura de rede’, onde o paciente já sabe que obterá o tratamento e a solução de seu problema ainda na unidade de atenção básica -e não o contrário, como ocorre atualmente: as pessoas buscam tratamento nos hospitais de referência e complexidade, como o Pronto Socorro e a Fundhacre, um problema que será adequadamente enfrentado pelo governo Binho. No Módulo de Saúde da Família do Ruy Lino, por exemplo, a taxa de resolutividade é de 96%. Apenas 4% dos atendimentos são encaminhados para outras unidades. “O desafio é que os serviços que sejam muito bons o sejam para todos”, observou Binho, ressaltando que há casos pontuais de sucesso, o que, em sua convicção, deve ser levado para o conjunto do sistema. “Essas visitas servem para nós termos uma visão panorâmica do sistema e depois trabalharmos as partes. É preciso conhecer o todo primeiro”, esclareceu o governador. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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