| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| POLÍTICA | |
Ministério da Saúde quer reduzir taxa de óbitos com causa mal definida Acre registrou 2.867 mortes em 2006 e 700 foram de causa mal definida |
|
Durante a manhã desta segunda-feira (02), o consultor do Ministério da Saúde no Estado, Sebastião Alves de Araújo, reuniu-se com a presidente do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC), a pediatra Dilza Teresinha Ambros Ribeiro, para solicitar que a entidade seja parceira do Ministério na ação. “Estamos fazendo esse trabalho porque o Ministério tem grande preocupação com as causas de mortes nos Estados. São com base nesses dados (as causas) que são traçados os planos para as ações de saúde pública e de caráter epidemiológico a curto, médio e longo prazo”, explicou Araújo. O Acre teve em 2005, segundo números oficiais do Ministério da Saúde, 2.867 mortes, sendo que destas, 700 foram identificadas com causa mal definida. De acordo com o consultor, se for observado os números pelo País baseando-se na proporção de população o Estado figura entre os de maior índice, com cerca de 24% dos óbitos não tendo causa específica. “Só em Rio Branco são 352 casos de morte com causa mal definida. Isso acaba acarretando prejuízo para o banco de dados do Ministério”, disse ele. A razão do óbito de uma pessoa deve ser especificada na Declaração de Óbito (D.O.) pelo médico que prestou atendimento à vítima, mas em muitos casos, dependendo da localização, o preenchimento é realizado no cartório, o que dificulta o trabalho de investigação do Ministério da Saúde, segundo o representante do Ministério da Saúde. “É um problema estrutural e não dos médicos ou gestores em geral. Aqui no Acre, por exemplo, a maioria das D.O’s é preenchida em cartórios. Isso atrapalha um pouco a ação, pois dificulta o acesso a todos as declarações e somente com elas podemos investigar os casos. Tanto é que, dos números de Rio Branco, até agora apenas 70 foram investigados”, declarou Araújo. Declaração de Óbito O Ministério da Saúde, segundo o consultor estadual, não aceita que na Declaração de Óbito a causa da morte esteja determinada por termos como ‘parada cardio-respiratória’ ou ‘insuficiência respiratória’. “É preciso alertar que a D.O. deve ser preenchida corretamente, por completa. A causa da morte deve ser específica. O médico, quando tiver com essa responsabilidade, precisa investigar a fundo para descobrir o real motivo do óbito. Uma morte está relacionada com a parada do sistema respiratório, por isso não aceitamos tais especificações. Somente essa informação não é suficiente para nos dar base para planejarmos as ações”, esclareceu. Araújo entregou a presidente do CRM-AC uma cartilha que orienta como deve ser preenchida a D.O. Ela, em tom de reciprocidade, deixou claro que a entidade também vai ser parceira do Ministério no trabalho de conscientização e orientação dos médicos do Estado. “Vamos atuar em conjunto, buscando levar a categoria todo o esclarecimento necessário sobre o assunto. Estaremos passando as orientações também durante as fiscalizações que devem ser realizadas este ano nas unidades de saúde do Estado”, garantiu Dilza Ribeiro. (Duaine Rodrigues – Assessoria de Imprensa CRM-AC) |
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |