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Jovens com uma missão Voluntários atendem meninas vítimas de abuso ou exploradas sexualmente e meninos marginalizados no Acre |
![]() Lar Ester atende hoje 16 meninas vítimas de abuso ou exploração sexual. Quatro delas estão sendo alfabetizadas pelos voluntários |
Juracy Xangai Dezesseis meninas, duas delas com bebês, e sete meninos com idades que variam de sete aos 17 anos, todos vítimas de abuso ou exploração sexual ou que estavam em situação de risco, em contato com drogas e pequenos delitos, são atendidos pelos voluntários de todo o Brasil. Eles são integrantes da organização não-governamental Jovens Com Uma Missão (Jocum), entidade sem fins lucrativos e de caráter religioso interdenominacional, ou seja, com voluntários das mais variadas denominações religiosas cristãs. Com ação nacional, a Jocum dedica-se a abrigar meninas e meninos com esses tipos de problema, apenas em Rio Branco, Belo Horizonte e Contagem, em Minas Gerais. As meninas ficam na Casa Abrigo Lar Ester e os meninos na Casa Resgate, onde recebem apoio para que possam reestruturar suas vidas familiares. Seis entre as 16 meninas estão sendo alfabetizadas através do Alfa 100. Todos freqüentam a escola regular e a maioria deles já participou e está fazendo outros cursos profissionalizantes a fim de que estejam preparados para viver com maior autonomia quando voltarem para a rua. Duas das jovens abrigadas na casa são mães de crianças recém-nascidas. “Nossas crianças são vítimas de tragédias sociais e vem para cá encaminhadas pelo Juizado da Infância ou pelos conselhos tutelares. A maioria delas pertence a famílias muito carentes, por isso mesmo a situação ainda é mais grave. Nós trabalhamos sempre voltados à reintegração delas às suas famílias, mas em casos de abuso sexual isso nem sempre é recomendável para proteção delas mesmas”, explica a missionária Kênia Fernandes de Moraes que vem atuando como coordenadora da casa Lar Ester que em seus quatro anos de atuação no Acre já abrigou pelo menos de 80 meninas. Ali elas podem permanecer por alguns dias, semanas, meses ou anos, porque a Jocum não faz distinção quanto a idade dos jovens que atende, mas trabalha a fim de que estejam preparados e seguros para sobreviver quando saírem dali. “A rotina destas meninas e meninos é estudar, fazer cursos técnico na rede pública ou privada quando conseguimos alguma bolsa doada pelas empresas. Também participam de aulas de teatro,dança e artesanato.Algumas já fizeram cursos de computação, estética, biojóias, secretária do lar e instrumentos”. Sobrevivendo de doações voluntárias, e convênios, a situação do Lar Ester não é das melhores tendo em vista que a casa alugada está com tantas goteiras e infiltrações que até um dos banheiros acabou de ser interditado, por isso,embora não tenha recursos suficientes para isso, a entidade precisa mudar-se urgentemente para que possa continuar prestando um atendimento digno às meninas. “Não temos uma casa, esta é alugada a um baixo preço, mas tornou-se inabitável, nosso sonho é conseguir a doação ou pelo menos o empréstimo de uma casa onde possamos abrigar estas meninas com mais segurança”. Como se não bastassem os problemas com a estrutura física do prédio, a casa Lar Éster também está precisando de donativos que vão de colchões, a roupas de cama, toalhas, panelas grandes, eletrodomésticos e cadeira sou sofás para as horas de descanso ou lazer. “As panelas, eletrodomésticos e móveis podem até ser usados”, explica Kênia. Meninos do Acre Com sorriso fácil e jeitão mais tranqüilo os meninos da Casa Resgate recebem os visitantes. Agrigados na casa eles ficam protegidos da exploração que sofriam ou de envolvimentos complicados com o mundo das drogas e outras infrações.São Meninos, a maioria com idades que variam de sete aos12 anos, outros com pouco mais de 15. A missionária Jussara Reis está respondendo pela coordenação da casa dos meninos, que com mais sorte do que a das meninas, encontrou num empresário da Capital o benfeitor que está construindo uma casa definitiva para a entidade. A obra deverá ser concluída até o final deste ano, mas a exemplo da casa das meninas, eles tem a alimentação básica do arroz e feijão, mas faltam as misturas, especialmente carne para alimenta-los de forma equilibrada. “Toda doação que recebermos em alimentos, roupas, sapatos, além de panelas, eletrodomésticos e até camburões para bebedouro serão sempre bem vindas”. Ela esclareceu que: “A grande maioria destas crianças é filha de famílias carentes, mas também temos casos de alguns pertencentes a famílias bem posicionadas financeiramente e que foram encaminhadas para cá pela justiça. Um dos problemas mais graves é não termos um carro para podermos visitar os parentes, até porque, muitas delas simplesmente esquecem as crianças que estão aqui e nunca vem visitá-las o que dificulta ainda mais sua reintegração familiar”. Quem puder colaborar fazendo colaborações regulares ou fazendo alguma doação, pode entrar em contato com Kênia pelo telefone 3222-6968. | |
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