| OPINIÃO | ||
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Raimundo F. de Souza * |
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Adaptando-se ao serviço público Com o passar do tempo os poucos benefícios conquistados estão se perdendo e os deveres se ampliando. O serviço publico que nunca conseguiu atender plenamente as necessidades dos usuários, continua restringindo e consequentemente complicando o dia-a-dia dos cidadãos. Quem se dispor a resolver algum problema pode constatar o precário e emperrado funcionamento das instituições públicas e também das privadas. Não faz muito tempo que os correios passaram a receber qualquer tipo de conta, títulos, inscrições, carnês etc. e esse serviço oferecia uma certa comodidade e facilitava a vida de muita gente, atualmente já não está mais funcionando, somente inscrição de alguns concursos são pagas pelos correios, a justificativa deve ser por conta dos caixas bancários eletrônicos, todavia, esses pontos de atendimento nem sempre estão funcionando, não recebem todos os tipos de contas e nem todo mundo domina o funcionamento das máquinas, resultado: os pontos de recebimento da Caixa Econômica Federal - CEF, as famosas “loterias”, se encontram sempre superlotadas e com o pessoal sofrendo enfileirados ao sol, a exemplo do ponto da Estação Experimental). Por falar em CEF, essa instituição financeira não relaxa, entra ano sai ano, aprova-se lei limitando o tempo de espera nas filas, mas ela continua no mesmo ritmo, ou seja, para se resolver um pequeno problema que dependa de operação no caixa, deve ser reservado um dia inteiro. Acredito que deve ser por ordem do gerente para não perder a tradição, no entanto, sobre essa questão do atendimento dos caixas bancárias, não muda muito nos outros bancos. Daqui do meu insignificante ponto de vista de usuário/observador, constatando inclusive que a maioria dos funcionários são estagiários, possivelmente para economizar com mão-de-obra, acredito que deve ser porque, pasmem! Os bancos não estão obtendo lucros. Nesse dia primeiro de fevereiro do corrente constatei mais um fato de perda de direito e/ou excesso de zelo do poder público. Já constatei aqui e em outros estados vários avisos e observações chamando a atenção para não entrada e permanência de pessoas sem camisas e também de que não é permitido fumar em algum recinto ou ambiente. Dependendo do local achamos perfeitamente legal e normal essas observações, pois, deve ser respeitado a comodidade e o bem-estar de quem está vestido e também não é fumante. No entanto, nesta manhã fui barrado na entrada da CEF que se encontra instalada no prédio da Justiça Federal - JF, Seção Acre, próximo ao Tribunal da Regional Eleitoral. Ao tentar adentrar para fazer um depósito naquela agência, que se situa a dois metros da porta de entrada do prédio os dois cidadãos responsáveis pela segurança informaram que não poderia entrar de bermuda e posso garantir que era decente, cobria até joelho, mas ordem é ordem. Recuei e fiquei analisando o quanto de regras e etiquetas o usuário tem que cumprir para utilizar o serviço público. Enquanto estava observando e me refazendo do constrangimento, entra uma moça com uma pequena bermuda, desfilando suas lindas pernas, olhei para as minhas e constatei duas coisas: primeiro que essa determinação é muito machista e segundo, que as pernas permitidas adentrarem naquele nobre recinto judiciário terão ser mais belas que as minhas. Todavia, ao nosso vê, o excesso de zelo e a rigidez na determinação residem exatamente no tipo de serviço e/ou atendimento que se busca, se não vejamos, eu não pretendia resolver problemas junto à justiça, que por sinal está bem distante da entrada no piso superior, expliquei ao segurança que ia para a CEF, que se encontra, repito, a dois metros de distância da entrada do prédio e que funciona em ambiente próprio e isolada das atividades da justiça. E pra concluir, ainda sobre o excesso de zelo e rigidez no cumprimento das normas legais, que muitas vezes comentem injustiça e pune cidadãos de bem por coisas insignificantes e em contrapartida deixa de cuidar e moralizar os graves problemas da sociedade, nesse mês de janeiro/07, percorri o Brasil via terrestre, do ponto mais oriental ao mais ocidental (de Rio Branco/Ac. a João Pessoa/PB.) e em nem um estado e/ou cidade fui abordado para averiguação ou qualquer outro procedimento. Existe a sinalização e o condutor cumpre, onde é para trafegar com 40, 50 ou 60km/h. existe um radar fixo (pardal) e o condutor obedece, mas, jamais existem armadilhas móveis (radar móvel) para flagrar motoristas e multa-los, objetivando, certamente arrecadar dinheiro, porque para controlar o tráfego não é necessário, se fosse com esse objetivo bastava colocar radar fixo o quanto fosse necessário. De volta entrando na cidade, via Chico Mendes, às duas da tarde, já me deparei com um radar móvel posicionado numa parada de ônibus, notificando os motoristas desavisados, realmente as normas ou os interesses legais desta cidade são zelosamente aplicados e os usuários que se... * Documentalista da Ufac |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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