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Servidores do MPE param de novo Categoria reivindica reajuste salarial de 30% e procurador diz que órgão não tem recursos para atendê-la |
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“Enquanto o reajuste não for feito ou ao menos alguma negociação, estamos dispostos a lutar por isso”, disse Orozino Benevides, membro da Associação de Servidores do Ministério Público Estadual. Segundo ele, a categoria pede uma reposição de 30%, sendo 15% para este ano e o restante para 2009, tal quais os servidores do Poder Judiciário. Conta que em 2006 os servidores tiveram um reajuste de 10% concedido pelo governo, que se resumiu a 5%, uma vez que 4% foram perdidos em anuênios e mais 1% que é recolhido para o Acre Previdência. “Somos 230 servidores no total e atendemos todo o Estado. Entendemos ser justa e legítima a nossa reivindicação e queremos aproveitar o momento em que servidores do Judiciário, do Deracre e da Polícia Militar estão obtendo melhorias salariais e de condições de trabalho”, disse em recente entrevista, Cláudio Roberto Lima, membro da comissão responsável pela discussão do assunto com a administração do órgão. Os manifestantes chegaram a escrever e distribuir um manifesto, que explica que as atividades desempenhadas por eles são similares e tão importantes para a sociedade acreana quanto as dos colegas do Poder Judiciário. No entanto, reconhecem a dificuldade orçamentária enfrentada pela instituição, cujo repasse é quatro vezes menor em relação ao Judiciário. Ainda ontem, o procurador-geral do MPE, Edmar Monteiro, se manifestou sobre a reivindicação da categoria. Ele disse que a mobilização tem acontecido de forma tranqüila, sem provocar tumultos, sem agressões, o que é apoiado pelo órgão. Entretanto, Monteiro afirmou que no momento é possível conceder qualquer reajuste aos servidores, já que a instituição não possui recursos suficientes para isso. “Já entramos em contato com a assessoria do Governo do Estado para saber o que pode ser feito. Estamos aguardando resposta”, resumiu. Outra preocupação da categoria é quanto ao prazo-limite para ser concedido um reajuste, 4 de abril. Por se tratar de ano eleitoral, após essa data fica proibido qualquer tipo de benefício salarial ao funcionalismo público. |
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