POLÍTICA

Binho inaugura abatedouro de gado em Mâncio Lima

Unidade tem capacidade de abater até 40 reses por dia

Sérgio Valle/Secom
Inauguração contou com a presença
do governador, de parlamentares e autoridades da região


Inaugurado em Mâncio Lima, pelo governador Binho Marques, o único matadouro com lagoa de tratamento na região do Vale do Juruá. O investimento do governo do Estado foi feito em parceria com a liberação de emendas parlamentares da deputada federal Perpétua Almeida (PC do B-AC), coordenadora da bancada federal acreana em Brasília. A unidade é avaliada em R$ 263,7 mil. “Não fiz nada além do meu trabalho de parlamentar”, disse Perpétua Almeida. “Há poucos matadouros com essa estrutura, e saber que, como parlamentar, ajudei o setor produtivo do Estado na melhoria da qualidade da nossa carne é muito gratificante.”

A partir de agora, a Sociedade Agropecuária de Pequenos e Médios Criadores de Mâncio Lima fica responsável pelo gerenciamento da unidade. Atualmente, são apenas 22 associados. Já houve tempo em que havia mais de 120. “Houve uma descrença muito grande entre os produtores da região”, lembra Erisson Maia de Macedo, presidente da Sociedade Agropecuária e uma das lideranças locais. “Mas, eu tinha esperança de que o dia de hoje chegaria”, disse, levantando o surrado boné como forma de reverência e agradecimento.

Na região de Mâncio Lima, existem aproximadamente 278 criadores com um plantel contabilizado em 15 mil reses. Uma média de aproximadamente 54 cabeças por pecuarista. “Trata-se de uma região essencialmente de pequenos produtores. o que reforça o acerto do investimento”, afirma Mauro Ribeiro, secretário de Agropecuária.

No abatedouro de Mâncio Lima será implantado o Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura (SIF) como forma de garantir a qualidade da carne abatida. O Instituto de Defesa Animal e Florestal do Acre (Idaf) garante que fará uma parceria com as prefeituras da região para o combate aos abatedouros ilegais. “Com um abatedouro como esses aqui em Mâncio Lima, não há motivos para querer comprar carne de outra procedência”, prevê Paulo Viana, diretor-presidente do Idaf-AC.

Pelo projeto original, o abatedouro de Mâncio Lima tem capacidade para abater 40 animais por dia. Mas, os criadores avaliam que, de fato, serão em média 20 reses abatidas diariamente.

O que diferencia o abatedouro de Mâncio Lima dos demais existentes na região é a lagoa de tratamento. Trata-se de uma espécie de açude que seleciona as víceras, sangue, gordura, fragmentos de tecido, sólidos intestinais do gado. Em matadouros em que não há a lagoa de tratamento, o cheiro é insuportável. E o incômodo se espalha por toda a região da unidade de abate, prejudicando a qualidade de vida dos moradores. Além disso, sem a lagoa de tratamento, a possibilidade de contaminação de mananciais de água é alta. Com a lagoa, esses resíduos têm um tratamento que inviabiliza o apodrecimento dos restos bovinos contaminando a água das redondezas.

Participaram também da solenidade de inauguração do abatedouro os deputados estaduais Thaumaturgo Lima, líder do PT na Assembléia Legislativa, e Edvaldo Magalhães, presidente da Aleac.

 
 
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Rio Branco-AC, 3 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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