POLÍTICA

Deputado diz que não houve desvio de recursos federais para a segurança pública do Acre

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Moisés Diniz saiu em
defesa do governo do Acre


O deputado Moisés Diniz (PCdoB) contestou a versão de alguns membros da oposição, que afirmaram ter havido desvio de recursos federais para a segurança pública do Acre. As denúncias partiram de um relatório da Controladoria Geral da União, que realizou perícia técnica em doze estados da federação, incluindo o Acre.

De acordo com o levantamento, foram praticados preços acima dos de mercado. O parlamentar afirma que o levantamento de preços caduca em relação ao período que é realizada a licitação.

“Quando se faz o levantamento de preços no mercado, as empresas reduzem sua margem de lucro para aquela data. Como a licitação ocorre depois, após todos os trâmites burocráticos, o mercado tem novo preço. Alguns deputados, especialmente os capitalistas, deveriam conhecer as leis de mercado”, afirma Diniz.

Quanto à afirmação de que houve desvio de recursos do programa Polícia Comunitária, o parlamentar esclarece que esse programa federal contempla todos os setores da segurança pública, da polícia militar ao corpo de bombeiros.

“Aqui no Acre nós temos a Polícia da Família, que não tem nada a ver com o programa federal em questão. O que houve foi investimento em segurança pública, em todos os setores, dentro do que preceitua a lei”, esclarece.

Sobre a aquisição de bens que não estavam no plano de trabalho do governo federal, o parlamentar esclarece que essas aquisições foram fruto do trabalho da secretaria de segurança em buscar preços mais baixos no mercado.

“O que houve foi economia de recursos, ao adquirir produtos mais baratos, especialmente na área de informática. A sobra desses recursos foi utilizada para a aquisição de outros bens que servem atualmente à segurança pública do Acre”, argumentou o parlamentar.

O parlamentar do PCdoB argumenta que os órgãos técnicos do governo federal tratam a Amazônia como se fosse o Rio de Janeiro ou São Paulo. Segundo ele, não são levadas em consideração as nossas peculiaridades regionais e cita um exemplo.

“Lá em Santa Rosa do Purus todas as casas dos oficiais do exército têm garagem, para carros que não existem no município. Se um oficial resolvesse construir um porto para barcos, no lugar das esdrúxulas garagens, ele seria penalizado”, concluiu o parlamentar.

 
 
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Rio Branco-AC, 1 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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