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Festival de Teatro do Acre: vitrine da arte acreana Em sua quinta edição, evento enfrenta o desafio de conseguir patrocinadores mesmo com aprovação de projeto na Lei Rouanet |
![]() Lenine Alencar reclamou dos recursos destinados ao festival |
São cinco anos de um evento que reúne artistas de vários cantos do Acre e outros Estados brasileiros. O Festival de Teatro do Acre (Festac) se fortalece a cada ano, transformando os palcos de Rio Branco em uma grande vitrine da produção artística cênica do lugar. Pronta para mais uma edição, a Federação de Teatro do Acre (Fetac), realizadora do evento, se prepara para mais um desafio de fazer desta edição, um passo fortalecedor do evento. Este ano, o festival, que acontece de 27 de julho a 04 de agosto, promete apresentar além dos artistas acreanos, espetáculos de nove Estados já confirmados, com outros que prometem responder ao convite em breve. Essa participação representa um grande avanço, pois ano passado apenas cinco Estados participaram, e na primeira edição foram somente Rondônia e Amazonas. O aumento na participação deixa o Festac cada vez mais próximo de sua grande meta: se transformar em um festival internacional, com a possibilidade primeira de trazer os vizinhos peruanos e bolivianos para participarem logo. Nesta quinta edição, o festival terá um orçamento de R$ 112 mil, por meio da projeto aprovado na lei Rouanet do Governo Federal, no valor de R$ 88 mil, mais incentivo do Governo do Estado, Prefeitura de Rio Branco e parceiros. O presidente da Fetac, Lenine Alencar diz que o valor comparado a outros Estados é pouco, um exemplo disso, é o Amazonas que realiza seu festival com R$ 500 mil, e Curitiba com R$ 3 milhões – um dos maiores orçamentos no Brasil. Mesmo com valor inferior nada impede o Acre de repetir o sucesso dos eventos anteriores, sempre avançando no desenvolvimento do evento, segundo Lenine. “Fazemos muito com pouco, mas precisamos estar buscando cada vez mais, para tornar o Festival de Teatro do Acre uma referência nas atividades culturais do Estado, e que ele atue como um atrativo turístico-cultural como em outros Estados. Queremos fazer dele, um evento internacional”, diz. Desafios – Com projeto aprovado, o desafio da Federação de Teatro do Acre é conseguir que empresas patrocinem o Festac, pois diferente da lei de incentivo a cultura do Estado, que desconta 100% do valor do projeto em impostos, o Governo Federal faz o desconto de 5 a 6% do ICMS. “Para grandes empresas é vantajoso patrocinar o projeto, porque não se trata apenas de patrocinar o evento, mas o investimento no social e cultural que a empresa realiza e com isso também ganha mídia por meio do evento. O Festival precisa de um grande padrinho, diz Lenine. Cultura – Lenine fala que mais que um festival com diversas apresentações culturais, que permite a população conhecer o trabalho dos artistas do Acre e de outros Estados, o evento uma forte integração entre o próprio Estado e também com os visitantes. E diversas oficinas preparatórias ao festival permitem uma profissionalização aos atores e atrizes de todo o Acre. E ainda, diversos grupos surgem a partir do festival. Diálogo – Sobre a nova presidência na Fundação Elias Mansour, Lenine fala que o diálogo sempre foi o campo de idéias, e o que os artistas precisam e querem é dialogar, serem ouvidos. Nos primeiros meses com Daniel Zen no comando, ele fala que a FEM tem permitido isso, e precisa manter essa estratégia. “Se não conseguirmos avançar nesse tipo de Governo que o Acre tem hoje, que é de outra visão e popular, não garantiremos que isso aconteça depois. É nele que temos que apostar, lutar para que o diálogo exista, e que possamos sempre melhorar e incentivar a cultura acreana”, diz. |
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