OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

O eleitor não é ingênuo

Os bons observadores já concluíram que o eleitorado acreano não é mais o mesmo de alguns anos atrás, quando se negociava voto em troca de pequenos favores. Há hoje uma nova geração de cidadãos politizados, que vem aprendendo desde o banco da escola que a responsabilidade sobre a representação política é de cada um, sem distinção de cor, crença ou classe social.

Esse é um alerta aos velhos políticos e aos jovens despreparados que pretendam disputar cargo eletivo sem levar em conta a capacidade que os eleitores têm de observar o que é melhor, não só para eles, mas também para os vizinhos e a comunidade em geral. A propósito, essa visão ampla e coletiva deveria partir dos próprios políticos, o que na maioria das vezes não acontece.

Mas o fato de o eleitorado haver mudado seu ponto de vista a respeito da escolha de sua representação política é uma esperança de que nem tudo está perdido.

Nesse caso, a luz que se vê no fim do túnel não é apenas o farol de um trem que se aproxima, mas o prenúncio de uma nova era de desenvolvimento por meio da livre escolha e do exercício da democracia. Resumindo: subestimar a inteligência do eleitor acreano nos dias de hoje pode representar suicídio político.

 

 
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Rio Branco-AC, 03 de maio de 2008
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