Whilley Araújo

O Banco do Brasil (BB), em parceria com o governo do Estado, prefeituras municipais e diversos órgãos locais e regionais, lançou na manhã de ontem a Estratégia de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) no fortalecimento da cadeia de valor da mandiocultura de forma integrada no Acre.
O objetivo da iniciativa é modernizar 102 casas de farinha no Estado, sendo que 30 delas já serão beneficiadas até o próximo mês. Isso significa uma geração de pelo menos 4.080 mil empregos, pois cada fábrica reúne 16 empregos diretos e 24 indiretos. Os investimentos no projeto são de aproximadamente R$ 2,4 milhões.
De acordo com João Batista, superintendente de Varejo do BB no Amazonas, a ação vai estimular a produção de farinha no Acre. “Esse projeto vai proporcionar uma melhoria de renda para as pessoas que trabalham com esse produto em inúmeros municípios acreanos”, acrescentou.
Um dos maiores articuladores para a liberação dos recursos por parte do BB para a iniciativa, o senador Tião Viana (PT/AC), revelou que foi feita uma experiência bastante positiva no vale do Acre envolvendo diversos órgãos e pessoas que atuam no setor da mandiocultura.
“Nessa ação pilota, foi verificado que o trabalhador que arrenda sua casa de farinha tradicional no projeto sai de uma renda mensal de R$ 80 para R$ 560, pois o saco do produto, avaliado entre R$ 30 e R$ 40, passa a valer cerca de R$ 100 após ser embalado e melhoradp. Isso mostra que o vale do Acre tem um potencial extraordinário, e a partir daí podemos pensar na exploração de farinha, porque o mercado interno já estará devidamente abastecido, o que vai significar mais força econômica para a microeconomia do Acre e, ainda, o caminho da independência econômica do Estado”, destacou o senador.
Tião enfatizou que o BB assegura a chance para que a família que queira ter acesso ao financiamento do Conab para iniciar e ampliar sua capacidade de comercialização o faça.
“Por outro lado, o empresário do Estado com capacidade de compra e comercialização dessa produção já se oferece para adquirir mais do que estão produzindo no vale do Acre, porque eles têm certeza que tem grande mercado em outros Estados para se vender a farinha”, completou.
Além do Banco do Brasil, estão envolvidos no projeto a Seaprof, Seap, Sebrae, Senar, Fetacre, Embrapa, Incra, Conab, MDA e as prefeituras de Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Bujari, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Senador Guiomard, Sena Madureira e Xapuri.
Sobre o DRS - O Desenvolvimento Regional Sustentável é uma estratégia negocial do BB que busca impulsionar o desenvolvimento regional das regiões onde o Banco do Brasil está presente, por meio da mobilização de agentes econômicos, sociais e políticos, para apoio às atividades produtivas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas, sempre observada e respeitada a diversidade cultural. |