OPINIÃO
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Marcos Vicentti *

 

 

Por que sou candidato

Muitos colegas me perguntam por que quero ser candidato à presidência do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac). Quando surgiu a idéia de ser candidato, fiquei noites sem dormir imaginando como faria para pedir votos aos colegas da categoria e o que deveria apresentar como novo. Então comecei a tentar responder esse questionamento, refletindo sobre os nove anos da administração do companheiro Raimundo Afonso, que conquistou muitas coisas boas para nós, jornalistas, desde que assumiu a entidade.

Temos que admitir que o Sinjac existia de direito, mas era inexistente de fato. Entre as muitas situações que inviabilizava a sua existência como defensor das causas da nossa categoria estava a inadimplência com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Era uma época em quer não havia qualquer respeito dos patrões, que pagavam os salários sem qualquer critério e da forma que queriam. Isso mudou. E não foi por acaso. Hoje temos um dos melhores pisos salariais da Região Norte e do Brasil.

Além das lutas por melhores salários e condições de trabalho, o Sinjac trabalhou para também incentivar as boas reportagens. Foi quando nasceu o Prêmio José Chalub Leite, que agregou ainda mais a categoria, sendo considerado o “Oscar do jornalismo acreano”, conquistando a participação de toda sociedade.

Mas a grande conquista foi o registro para os jornalistas do Acre. Essa vitória histórica só foi possível porque o sindicato se fortaleceu o suficiente para que a classe fosse realmente valorizada e respeitada no exercício da profissão.

O Sinjac não parou de lutar pela qualificação dos seus associados. Tanto que intermediou a parceria das empresas de comunicação com as universidades privadas, permitindo que os profissionais voltassem à sala de aula para alcançar o curso superior, profissionalizando-se e, assim, dando ainda mais qualidade ao jornalismo acreano.

O sindicato promoveu um intercâmbio com profissionais de todo o Brasil e outros países, realizando o Encontro de Jornalistas Ambientais, que fez do Acre sede para o assunto jornalismo ambiental. Nele, o respeito à natureza e as comunidades tradicionais - índios, seringueiros, ribeirinhos - foi tido como pauta principal.

Foram muitas conquistas até aqui, graças a um trabalho de muita persistência e esforço. Mas não podemos nos acomodar. É preciso avançar mais, detectar as necessidades e trabalhar nelas, para que novas melhorias sejam feitas.

Por acreditar que os avanços são fruto de dedicação, persistência e trabalho coletivo, decidi ser candidato à presidência do Sinjac. Tenho a consciência de que nossa categoria não pode esmorecer. É com o desejo de dar continuidade ao trabalho vitorioso e de colocar em prática as propostas que estão sendo discutidas e formuladas entre a categoria que pretendo trabalhar em prol do Sinjac, de nós, jornalistas.

Um dos profissionais que apóia minha candidatura, o jornalista Tião Vitor, conseguiu em um texto traduzir o que eu gostaria de dizer a vocês, colegas: “Há um momento na vida de um homem em que ele não pode fugir dos desafios que lhes são postos. Nunca fui de fugir dos meus. Sempre os enfrentei buscando não apenas vencer mais um obstáculo, mas aprender com o que a vida me oferece”. Acredito que esse seja mais um obstáculo que a vida ofereceu para eu aprender. É acreditando em um trabalho baseado na união e parceria que vejo que podemos construir muitas ações sólidas e de fortalecimento da entidade que nos representa.

Milito na imprensa há 10 anos, mostrando por meio de minhas lentes a importância do jornalismo para a sociedade acreana. Sempre preocupado com a ética e o compromisso profissional, estou hoje à disposição da categoria para dar continuidade a uma gestão marcada por sucessos, seja através de realização de eventos ou pela luta por causas trabalhistas.

Tenho experiência com lideranças, tendo sido sindicalista comunitário na década de 90. Em minha trajetória de vida é notório meu esforço e dedicação para cumprir bem tudo aquilo que começo. E à frente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac), Marcão, como sou conhecido entre os colegas, começa um novo desafio. Contamos com seu voto para ingressar em uma era de novas conquistas!

* Repórter fotográfico do jornal Página 20 e Folhapress. Acadêmico do curso de Jornalismo do Iesacre, membro fundador da ABRAJET-AC e candidato à presidência do Sinjac

 
 
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Rio Branco-AC, 3 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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