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Regina Lino * |
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Posso imaginar com quem foi discutido e as razões do lamentável artigo escrito pelo “cidadão e político” Narciso Mendes, aquele que no dia em que meu pai Ruy Lino estava sendo velado na capela do cemitério em Brasília, sem respeitar a dor de nossa família, de maneira inoportuna, chegou falando em alto e bom tom que Flaviano Melo, seu arquiinimigo político, era o responsável pela morte de meu genitor. Isso aconteceu em julho de 1987. Não esperava que o mesmo protagonista, se utilizando de conduta semelhante, estivesse acompanhado os passos de uma cidadã sem mandato e que minha presença fosse capaz de mobilizar o astuto proprietário de uma cadeia de comunicação do Acre, que supostamente deveria estar cuidando de sua campanha a deputado federal, a escrever matéria apontando minhas incoerências políticas que sem dúvida, perto das suas, se desmancham no ar. Certamente nunca serei a pessoa mais indicada para falar a respeito de “tão nobre democrata”, porque na realidade só o conheço de muito longe, mas quem sabe fazendo um esforço, já que fui surpreendentemente cutucada, posso citar o maior disparate daquele que achando “feio o que não é espelho”, expressa obcecadamente seu ódio por todos os homens que assumiram o governo do estado do Acre. Lembro-me de suas mais funestas agressões dirigidas através de seu jornal, aos ex-governadores Flaviano Melo, Edson Cadaxo, Edmundo Pinto, Orleir Cameli, e atualmente ao governador Jorge Viana, o que pode nos garantir que continuará com a mesma conduta em relação ao próximo governador, o Binho, não por ser do PT, mas porque no fundo - e nesse caso só a psicanálise tem condições de explicar-, Narciso carrega a repugnante inveja pelos que possuem poder político maior que o seu. Esse doentio inconformismo o está tornando um ser irracional e patológico, capaz de não medir suas ações, suas palavras, assumindo se necessário o papel do Senhor X, quando arranca e grava confissões de seus melhores amigos, arrastando-os pela a sarjeta, não para limpar o Brasil ou a sujeira da política acreana, como afirma, mas para mostrar que quando contrariado em seus negócios ou na política é capaz de tudo. Em outros momentos, messianicamente, acreditando ser o único juiz capaz de sentenciar se alguém é ou não acreano, se ama ou não sua terra, se mora ou não em sua cidade natal, se é honesto ou desonesto, o que deve ou não fazer, em quem deve ou não votar. Quanta balela, quanta intriga, quanta futrica, de um louco homem, em cuja face vê-se claramente seus tormentos, um homem que há muito tem como objetivo na vida desqualificar as pessoas na tentativa de se valorizar. Quanto rancor! Quanto ressentimento! Pobre Narciso! Pobre cão que agoniza. * Socióloga e assistente social |
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