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Uma cultura que dá gosto Receitas da culinária afro-brasileira são ensinadas durante projeto financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura |
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Temperos, modos de preparo e segredos de um prato. Por trás da culinária, a formação cultural dos povos e os costumes que são passados de geração em geração, revelando tradições e jeitos que vão além de um sabor. Nesse sentido, assumindo a culinária como fenômeno cultural e a cultura afro como um dos pilares da cultura brasileira, composta por receitas presentes no cotidiano – mesmo que transformadas – também do rio-branquense, a casa Ilê Axé Oxum Apará está realizando oficinas de culinária afro, por meio do projeto ‘Valorização e Difusão da Cultura Afro-Brasileira’, financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que é gerenciada pela Fundação Garibaldi Brasil. A turma é formada por 10 alunas que trabalham como cozinheiras e chefes de cozinha para outras famílias, em restaurantes ou em seu próprio lar. Algumas moram em bairros como Universitário III e Aeroporto Velho e não medem a distância para ir, todo o sábado, à casa de Candomblé - localizada no bairro Conquista - para aprender as formas tradicionais de fazer e servir pratos como o Acarajé, o Vatapá, o Caruru, o Abará, o Afurá, a Cocada, o Xinxin de Galinha, a Feijoada e outros. “É uma oportunidade que as pessoas que trabalham como cozinheiras têm de se capacitar e realizar um trabalho mais completo”, diz o Babalorixá Adélio D´Oxum, um dos coordenadores do projeto. “Com as oficinas, elas não estão aprendendo só o que um bom cozinheiro precisa saber, estão participando de uma interação entre as comunidades e ajudando a manter viva as tradições afro-brasileiras”, completa. Além das receitas afros, as participantes também aprendem a fazer pratos regionais. “A cada aula, temos uma surpresa na forma de fazer determinada comida que achávamos que sabíamos”, conta Maria de Fátima, chefe de cozinha de um restaurante localizado no Bairro Universitário III. “Lá, eu decido os pratos do dia, e agora, posso oferecer uma maior variedade no cardápio”, conta. A Casa Ilê Axé Oxum Apará, casa de candomblé dirigida pelo Babalorixá Adélio D´Oxum, desenvolve há 17 anos, atividades tradicionais de uma casa de candomblé: as obrigações para os orixás, as iniciações, o atendimento ao público, a leitura de búzios e uma variedade de ritos, além de grandes comemorações e festejos tradicionais, como a Feijoada Ti Ogum. Com o projeto para fortalecimento da casa como espaço de formação e difusão da cultura afro-brasileira em Rio Branco, a casa está oferecendo as oficinas de Culinária Afro-Brasileira, proporcionando à comunidade capacitação para a geração de renda, e oficinas de Capoeira para crianças e adolescentes do bairro Conquista e adjacências. Mais informações sobre o projeto: 32287703. |
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| Com Moisés Alencastro |
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