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Moisés Diniz afirma que ex-deputado adulterou informações sobre BR-364 |
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O deputado do PCdoB afirmou que esteve recentemente na região, onde realizou reuniões com os agricultores. Segundo ele, havia muita mentira, produzindo uma espécie de terrorismo nas margens da BR. Diniz informou que havia muitas famílias amedrontadas, com medo de perder as suas posses. “Os grileiros, que não chegam a duas dezenas e vão ter que sair da terra, fazem uma campanha sistemática de amedrontamento na cabeça dos posseiros”. Nas reuniões, com o deputado Moisés Diniz e secretários do governo, foi dada a garantia de que ninguém vai sair da terra. Diniz afirmou que o objetivo do governo, na região do Juruá, é construir uma estrada verde, onde os pequenos permaneçam nas suas margens e não sejam expulsos pelos grandes, como ocorreu em outros lugares. O deputado reconhece, porém, que pode ter havido excesso de algum policial ou fiscal, mas que não representa uma decisão de governo. Diniz informou que, no ano passado, o governador teve que repreender alguns assessores, porque estava havendo rigor exagerado na fiscalização. “É o velho costume do policial pensar que é coronel na hora de abordar uma pessoa humilde”, reagiu. Florestas Públicas O parlamentar do PCdoB informou que há medidas diferentes, envolvendo as florestas públicas e as propriedades privadas. Segundo ele, as florestas públicas estão do lado direito da BR-364, sentido Tarauacá- Cruzeiro do Sul, entre os rios Acuraua e Liberdade. Nas florestas públicas, os posseiros foram autorizados a desmatar um hectare em áreas de capoeira. Em relação às propriedades particulares, segundo Diniz, o Imac pode apenas cumprir a legislação, onde os proprietários podem desmatar até 20% das áreas. Sete milhões em crédito Diniz afirmou que o governo do estado, em parceria com o Incra, está liberando cerca de sete milhões de reais para as famílias que vivem às margens da BR-364 e dos rios do entorno. Cada família receberá um crédito de R$ 7.400. Serão mais de mil famílias beneficiadas com esses recursos. “As famílias que moram no entorno da BR viverão, a médio prazo, do manejo da floresta. Esses sete mil e quatrocentos reais ajudarão essas famílias nesse período de transição e de implantação de um novo modelo”, finalizou Diniz. |
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