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Caem mortes por armas de fogo no Acre Pesquisa nacional aponta que o Acre apresentou a terceira maior queda na região Norte |
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Brasília – Em 2004, o Acre apresentou a terceira maior queda no número de mortes por arma de fogo na região Norte do país, conforme mostra pesquisa nacional sobre o assunto divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. O índice de queda das mortes no estado por arma de fogo foi de menos 10,4% em relação às mortes ocorridas em 2003, ano em que também houve queda de menos 13% em relação às mortes de 2002. Pela pesquisa, o índice de queda de mortes por arma de fogo no Acre em 2004 foi superior ao índice médio alcançado no país, de menos 8,2% mortes, e aos índices médios alcançadas por regiões, com exceção apenas da região Sudeste, onde a redução no número de mortes foi de menos 11,4% em 2004. Na região Norte, a queda nas mortes por arma de fogo no estado foi inferior apenas às registradas nos estados de Rondônia, com queda de 17,1%, e do Tocantins, com queda de 11%. Nos demais estados da região, os índices de mortes provocadas por armas de fogo apontaram queda de 3,9% no Amapá e aumentos de 29,3% no Amazonas, de 11,4% no Pará e 4,4% em Roraima. Para o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que participou da divulgação da pesquisa junto com seu colega da Saúde, Saraiva Felipe, a campanha de coleta de armas promovida pelo governo foi ponto fundamental na redução do número de mortes por armas de fogo, conforme mostrou a pesquisa divulgada ontem. A pesquisa mostrou que em todo o país foram poupadas 3.234 vidas pelo não uso de armas de fogo, o que implicou em queda de 8,2%, a primeira ocorrida em 13 anos. “Estamos comemorando os resultados de uma política pública que deu certo e que vai continuar a dar certo. Isso deu a diferença em 3.234 vidas, que foram poupadas de 2003 para 2004. As maiores quedas nos índices de homicídio de 2003 para 2004 ocorreram nos estados que mais recolheram armas, onde a nossa campanha foi melhor sucedida”, destacou o ministro. Márcio Thomaz Bastos disse, ainda, que a Campanha do Desarmamento e o recolhimento de armas remunerado continuam até o próximo dia 23 de outubro, dia do referendo do desarmamento, quando a população decidirá nas urnas se quer a proibição da venda de armas e munições no país. A expectativa do ministro é chegar a 500 mil armas recolhidas. Até a última quinta-feira, já haviam sido entregues 443 mil armas, quando a meta inicial, em 15 de julho de 2004, era chegar a 80 mil. O ministro da Justiça destacou, também, que a idéia não era combater o crime organizado, tarefa das organizações policiais, judiciais e aquelas do aparelho repressor do Estado. “Buscávamos diminuir o número de homicídios por arma de fogo. O homicídio do marido que se desentende com a mulher, o que acontece na briga de futebol, no trânsito, o acidental, do menino de 12 anos que briga com o de 11, pega o revólver do pai e mata o outro”, explicou. Thomaz Bastos previu que a pesquisa divulgada ontem deve influenciar o referendo do desarmamento. “Porque mostra que essa é a política pública articulada com a sociedade brasileira que deu certo. O desarmamento vai abrir um novo caminho no país para uma cultura de paz”, concluiu o ministro. A pesquisa foi realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, que cruzou dados do Sistema de Informações sobre a Mortalidade, do Sistema Único de Saúde (SUS), com o número de armas recolhidas durante a Campanha do Desarmamento, iniciada em 15 de julho de 2004. Queda do índice de mortes por arma de fogo no Acre e nos demais estados e regiões do país Índice de |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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