COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
POLÍTICA

Pouca renovação na Assembléia

Apenas sete atuais deputados estaduais não conseguiram se reeleger para um novo mandato

Regiclay Saady
Mastrângelo: cláusula de barreira
vai prejudicar partidos pequenos


Whilley Araújo

Quinze deputados estaduais conseguiram se reeleger e garantiram novamente a sua cadeira na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac), dois parlamentares com mandato na casa partirão para a Câmara Federal e sete ficarão sem mandato. A maior bancada será a da Frente Popular do Acre (FPA), que terá 14 representantes.

Para o cientista político José Mastrângelo, o jogo eleitoral segue uma própria lógica, que nem sempre é ideológica. “Para os candidatos serem eleitos depende muito da legislação em vigor, por exemplo, no caso do candidato a deputado estadual eleito pelo PT do B, Gilberto Diniz, ele jamais conquistaria uma cadeira na Assembléia Legislativa com a quantidade de votos recebidos, pois não alcançaria o quociente eleitoral”, explica Mastrângelo.

O quociente eleitoral é calculado pelo número de votos conquistados pelos candidatos dividido pela quantidade de vagas oferecidas para exercer um determinado cargo.

De acordo com ele, as coligações são essenciais para garantir que os candidatos sejam eleitos. “As alianças favorecem que candidatos que obtiveram votação menos expressiva consigam se eleger e deixem candidatos mais bem votados sem mandato”, destacou o cientista político.

Ele afirma que talvez suplentes de grandes partidos estivessem eleitos hoje, se as legendas em questão não fizessem aliança com outras siglas. “O Zico Bronzeado poderia estar entre os candidatos reeleitos se o PT não fizesse alianças com outras coligações, deixando assim o Sérgio Petecão ou a Pérpetua Almeida fora da Câmara Federal, já que o partido destes dois últimos não alcançaria o número de votos necessários para eleger um deputado federal se não estivessem coligados com outras siglas”, enfatizou.

Uma outra questão que vale a pena ressaltar, segundo Mastragêlo, é a cláusula de barreira – que exige que os partidos consigam 5% de votos para deputado federal em todos os Estados ou 2% em nove unidades federativas. “Apenas o PMDB, PT, PSDB, PSB, PFL, PP e PDT conseguiram atingir a cláusula de barreira, os outros 22 partidos brasileiros ficaram abaixo dessa exigência”, assegurou.

Sendo assim, os partidos que não superaram a meta proposta dividirão 1% do Fundo Partidário. Os outros sete irão repartir 99% do benefício. “Os outros 22 partidos, além de receber uma parte mínima do fundo, terão seus representantes impedidos de participar de comissões e sofrerão redução do horário na televisão”, acrescenta Mastrângelo.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 3 de outubro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A