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A derrocada de um político

Pela leitura da reportagem da revista IstoÉ desta semana, o leitor vai facilmente concluir que não se trata de intriga da oposição ou da situação. A matéria do jornalista Hugo Marques relata, de forma objetiva e isenta, a trajetória meteórica de um homem de respeitável berço genealógico que nem precisou chegar à metade do seu mandato de senador da República para conhecer seu inferno astral e com o direito de atribuir a culpa apenas a si mesmo.

Geraldo Mesquita Júnior, até então um respeitável servidor público, foi guindado a uma cadeira entre os 27 notáveis sediados no Distrito Federal em 2002, pelo PSB, e assumiu no ano seguinte com a promessa de ser uma referência na política do Estado em que nasceu. Logo abandonou o ninho socialista e se incorporou ao novel PSOL, da senadora Heloísa Helena, e teve o nome sondado até para ser vice-presidente do país pelo partido.

Não demorou muito e o mundo começou a desabar sobre ele. Primeiro, a acusação de prática de nepotismo, ao empregar uma dúzia de parentes no seu gabinete. Depois a denúncia de cobrar “mensalinho” dos próprios assessores, entre Maria das Dores Siqueira da Silva, a Dóris sua chefe de escritório, responsável também por acusá-lo de entregar notas fiscais frias ao Senado para proveito próprio.

Envolvido até o pescoço, o senador, agora no PMDB, tem à sua disposição todos os mecanismos legais de defesa. Resta saber se sua argumentação vai convencer os membros da Comissão de Ética do Senado e provar que a ex-subordinada Maria das Dores está adulterando a verdade apenas para prejudicá-lo.

 

 
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Rio Branco-AC, 3 de dezembro de 2006
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