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POLÍTICA

Usinas do Madeira vão gerar milhares de empregos

Obras são prioridade do governo para o desenvolvimento do Acre

 


Edmilson Ferreira

As duas usinas hidrelétricas que serão construídas no rio Madeira irão gerar mais de 40 mil empregos diretos beneficiando grandemente “Os Estados de Rondônia, Acre e Amazonas, os quais têm de ser parceiros definitivos dentro dos 49% de cotas do negócios pertencentes ao setor público. A iniciativa privada terá 51% das ações do complexo enquanto o Governo Federal será dono de 49%. Desses, os três Estados afetados se tornariam sócios com cotas de 5%. “Não falo como diretor do Ibama porque é um assunto que não está em sua discussão, mas como cidadão posso dizer que acho possível de ser efetivada e é saudável para os Estados envolvidos”, disse Luiz Felipe Kunz, diretor de licenciamento ambiental do Ibama, acerca da idéia apresentada por Jorge Viana.

O complexo é um projeto de US$ 20 bilhões levado a cabo até esta fase pela companhia energética de Furnas e pela construtora Odebrecht. De acordo com a assessoria de Furnas, entre os técnicos convidados a analisarem os impactos das usinas do Madeira há botânicos do Museu Emílio Goeldi, do Pará, estudiosos de infra-estrutura urbana e recursos hídricos de São Paulo, arqueólogos e especialistas em saúde pública.

“Não falo como diretor do Ibama porque é um assunto que não está em sua discussão, mas como cidadão posso dizer que acho possível de ser efetivada e é saudável para os Estados envolvidos”.

De acordo com o Consórcio Furnas/Odebrecht, uma das medidas previstas pelo EIA é a capacitação da população e das empresas fornecedoras da região. Os moradores e as empresas terão prioridade na contratação. Essa medida dar condições de empregabilidade da população local, fazendo a tendência migratória diminuir na região. Hoje, o parque gerador do Estado de Rondônia conta com uma oferta de aproximadamente 800 MW. Com a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau serão mais 6.450 MW colocados no mercado e, com a construção de linhas de transmissão para o Acre, Amazonas e Norte do Mato Grosso, será possível a conexão com o Sistema Interligado Brasileiro. Atualmente, o rio Madeira não permite tráfego de barcos de qualquer calado em toda sua extensão, devido às corredeiras. Com as obras das usinas, o rio se tornará navegável entre o trecho de Porto Velho e Abunã, em cerca de 260 quilômetros. Por este motivo, foram incluídas nos projetos duas eclusas, que darão passagem aos barcos.

A energia dessas usinas vai primeiro abastecer os Estados de Rondônia e Acre. O Complexo Hidrelétrico Rio Madeira, em sua totalidade, tem como objetivos a integração de infra-estrutura energética e de transportes entre Brasil, Bolívia e Peru; construção de duas usinas hidrelétricas de baixa altura e reduzida área de inundação (Santo Antonio, com capacidade de 3.850 megawatts, e UHE Jirau, com capacidade de 3.900 megawatts, e eclusas; interligação elétrica dos Estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Mato Grosso (oeste) ao sistema elétrico interligado brasileiro. Entre as vantagens das usinas de Santo Antonio e Jirau mostram a necessidade de pouca área alagada para a formação dos reservatórios, pela adoção de usinas de baixa queda com turbinas tipo bulbo, e o retorno do capital investido de modo rápido, que começará a ser integralizado a partir do terceiro ano do início da construção dos empreendimentos.

O rio Madeira possui, acima da cidade de Porto Velho até a foz do Rio Beni, um total de 15 obstáculos naturais à franca navegação. As eclusas nas usinas de Santo Antonio e Jirau permitirão a navegação plena nesse trecho. A conclusão dessas obras permitirá a abertura de novas fronteiras agrícolas (oeste de Mato Grosso e sul de Rondônia), incrementando o volume de produção, a redução de custos e viabilização de novas culturas. “Não estranho o mundo crescendo os olhos para a Amazônia. Estranho quando o Brasil não olha para a Amazônia”, disse o governador do Acre durante a audiência pública de quinta-feira passada.

Usinas estão entre as soluções de desenvolvimento regional sustentável

As usinas hidrelétricas do rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, não são apenas grandes projetos de engenharia e arquitetura moderna. A construção das Usinas do Madeira faz parte de um grande projeto para o desenvolvimento sustentável da região, integração nacional e para a melhoria de vida das populações de Rondônia, Acre, Amazonas e Mato Grosso.

O secretário de Planejamento do Acre, coloca a obra entre as três mais importantes para o eixo do desenvolvimento sustentável não apenas do Estado como de fato de uma região muito grande. As usinas são citadas nesse contexto junto com a BR 364 e a Rodovia Interoceânica, a Estrada do Pacífico.

Os estudos para a construção das usinas hidrelétricas começaram a ser realizados em 2001 por Furnas Centrais Elétricas S/A. Um trabalho desenvolvido ao longo dos 260 km do rio Madeira, entre Porto Velho e Abunã, no estado de Rondônia. Juntas, Santo Antônio e Jirau vão gerar mais energia para todo o país. Um projeto de aproveitamento múltiplo que amplia a navegação em todo o rio Madeira, de embarcações de maior calado entre Porto Velho e Abunã, possibilitando o incremento da agroindústria, do ecoturismo e integrando as redes fluviais entre Brasil, Bolívia e Peru. As usinas do Madeira vão chegar, e com elas, novas fontes de geração de riquezas e conhecimento. Em Rondônia estão sendo conduzidos estudos que diagnosticam os meios físico (solo, água), biótico (flora, fauna) e socioeconômico (caracterização e apoio às comunidades locais). Para esse trabalho torna-se fundamental a parceria entre Furnas e as Instituições de Ensino e Pesquisa localizadas na região amazônica, como a Universidade Federal de Rondônia, o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) e a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais.

Ao final dos trabalhos a comunidade científica e a sociedade brasileira contarão com um importante acervo que servirá como base para a implantação de um sólido projeto de desenvolvimento regional sustentável.

 
 
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Rio Branco-AC, 3 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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