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Do Editor |
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| A redenção do interior “Nenhum Estado ou país muda se a educação não for prioridade”. A frase do governador Jorge Viana durante a assinatura do convênio com a Universidade Federal do Acre (Ufac), ontem, para a implantação do programa de formação de professores para a educação básica da área rural nos municípios, sintetiza todo o esforço de sua administração para que o ensino de qualidade não seja apenas um privilégio da capital e das cidades com maior densidade demográfica. Municípios como Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, encravados na selva juruaense, Santa Rosa do Purus e Assis Brasil, de acesso reconhecidamente difícil, terão a partir de agora a oportunidade de oferecer à sua comunidade um curso de graduação, pondo um fim no mais cruel isolamento a que um ser humano pode ser submetido, o da educação. Por isso, não pode ser considerado exagero a declaração do prefeito do Jordão, o petista Hilário Melo, ao se sentir um verdadeiro astronauta, como declarou. Preservadas as proporções, ele se reportou à emoção do norte-americano Neil Armstrong ao conseguir a façanha de pisar o solo lunar há 36 anos. É como sair da escuridão total e enxergar um farol cheio de luzes a indicar o caminho do crescimento, de um futuro que, deve-se reconhecer, demorou a chegar. Mas chegou. Bem lembrou o governador Jorge Viana que essa realização é fruto do trabalho conjunto do governo com sindicatos, da Ufac, dos deputados estaduais, federais e senadores, enfim, muitas mãos foram imprescindíveis na consecução desse propósito que se materializa e traz, a contar desta data, uma concepção de vida diferente ao interior acreano. Não há mais nenhuma dúvida de que o desenvolvimento terá um percurso menos trabalhoso. |
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