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 QUESTÃO DE DIREITO

Erick Venâncio Lima do Nascimento OAB/DF nº 19.959
Hilário de Castro Melo Júnior OAB/AC nº 2.446

MEC aumenta poder da OAB sobre novos cursos

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou novas regras para a abertura de cursos de direito e de medicina, que passam a valer a partir de segunda-feira (5) e que, na prática, ampliam a influência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nesta questão. Agora, sempre que houver divergência entre a comissão de avaliação do Ministério da Educação (MEC) e a OAB, o pedido de abertura do novo curso de direito será enviado à Comissão Técnica de

Acompanhamento da Avaliação (CTAA), que será formada por doutores e seguirá o modelo utilizado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para avaliar novos cursos de pós-graduação.

Controlar a abertura de novos cursos em suas áreas é reivindicação antiga da OAB e dos órgãos corporativos da medicina, como os conselhos regionais. Segundo eles, há excesso de oferta de cursos, e muitos deles não têm qualidade. Este ano, por exemplo, a OAB anunciou que, após avaliar 332 cursos (cerca de 31% do total nacional), podia recomendar 87 deles (26% do total avaliado).

De acordo com informações do site Última Instância, a OAB contabiliza hoje no Brasil 1.024 cursos jurídicos, com um total de 197.664 vagas.

País pode ter 4.600 cursos em 2010, diz OAB

A CTAA terá 23 membros, cinco deles do próprio MEC. Já comissão de avaliação do ministério é formada por sorteio entre os integrantes do seu Banco de Avaliadores. O banco, que tinha 2.000 doutores, foi ampliado para 10 mil em todas as áreas da graduação.

As avaliações da OAB e do CNS já tinham caráter consultivo para o MEC desde maio de 2006, com o decreto nº 5.773. O conselho influenciava não apenas em medicina mas também nas análises de aberturas de odontologia e psicologia. A partir de agora, no caso de novos cursos de medicina, basta não haver manifestação do CNS para que o pedido de abertura seja analisado pela CTAA.

No caso de cursos de odontologia e psicologia, porém, o parecer do CNS continuará tendo valor apenas consultivo.

Tanto no caso dos novos cursos de direito quanto nos de medicina, a decisão final será da Secretaria de Educação Superior.

Enade

Haddad propõe também que a OAB contribua na hora da renovação do reconhecimento de cursos. Apesar de o MEC já levar em conta os resultados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), o ministro sugeriu que a ordem, ao emitir o parecer, considere o desempenho no exame nacional dos estudantes da instituição sob análise.
Leia abaixo a tabela contendo os números de cursos de Direito em funcionamento no país, relacionando o número de vagas oferecidas:

Estado
Curso de Direito
Vagas oferecidas
Acre
3
340
Alagoas
10
1.730
Amazonas
10
1.674
Amapá
6
845
Bahia
46
7.740
Ceará
16
2.755
Distrito Federal
19
7.340
Espírito Santo
35
5.640
Goiás
30
7.852
Maranhão
15
2.635
Minas Gerais
128
20.117
Mato Grosso do Sul
20
3.230
Mato Grosso
27
4.412
Pará
14
1.450
Paraíba
14
2.610
Pernambuco
24
5.380
Piauí
24
2.270
Paraná
82
13.884
Rio de Janeiro
98
30.366
Rio Grande do Norte
13
2.789
Rondônia
10
1.650
Roraima
3
270
Rio Grande do Su
73
10.640
Santa Catarina
60
7.270
Sergipe
9
1.120
São Paulo
224
49.845
Tocantis
11
1.770
Total 1.024 cursos e 197.664 vagas ofertadas
(Fonte: INEP — atualizado em 19/1/2007)
Com informações da assessoria do MEC
 

Erick Venâncio Lima do Nascimento
OAB/DF nº 19.959
Hilário de Castro Melo Júnior
OAB/AC nº 2.446
Tel: (68) 3224-1866    -    priusadvocacia@hotmail.com

 
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Rio Branco-AC, 4 de fevereiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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