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Regra para explorar mata em Rondônia é ignorada, acusa conselheira do Conama |
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“É o primeiro zoneamento feito em um estado brasileiro, o primeiro que passa pelo Conama. Porém, até o momento não vimos o cumprimento. Os governos estadual e federal não cumprem a lei”, afirma ela. Rondônia foi o primeiro estado a ter aprovado o zoneamento, um instrumento legal que define as áreas apropriadas para agricultura e criação de animais, por exemplo, e quais devem ser preservadas. Apesar disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no final de janeiro mostram que o percentual de desmatamento é o maior do país: 28,5%. A floresta é derrubada em Rondônia principalmente para abrir pastos e para a retirada de madeira, de acordo com Ivaneide Cardoso. “Não se planta árvores, não se incentiva o pequeno agricultor, não há alternativa econômica para os indígenas, então é uma bola de neve que vai crescendo por falta de planejamento e de os governos terem programas para desenvolver o estado que respeitem a questão ambiental e sejam sustentáveis”. Os estudos para o zoneamento na região começaram na década de 80. O documento final foi elaborado com a participação da sociedade civil, por meio de audiências públicas e seminários. Além de definir as regiões de expansão econômica, ocupação territorial e as áreas protegidas ou de uso sustentável, prevê que em determinadas áreas a reserva legal de floresta seja de 50%, conforme determinava o Código Florestal até 1996. Após essa data, o código foi alterado e a exigência da reserva de floresta legal passou a ser de 80%. A lei mais recente prevalece para quem ainda não desmatou, mas não para a recomposição de área já desmatada. Sexta-feira, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) com previsões alarmantes para o planeta por causa do aquecimento global, provocado pelo desmatamento e uso de combustíveis fósseis como o carvão, entre outras razões. (Agência Brasil) |
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