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Tarso Genro reconhece debilidade no transporte de informações sigilosas |
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Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, reconheceu ontem que há problemas no sistema de transporte de informações estratégicas no país. “Nós dissemos desde o começo, mesmo que seja um fato comum, isto é uma questão de Estado, porque demonstra uma debilidade no transporte de informações relevantes e sigilosas de uma empresa estratégica como a Petrobras”, avaliou o ministro. Tarso fez a declaração ao comentar a conclusão do inquérito da Polícia Federal (PF) que apurou o roubo de computadores da estatal com dados sigilosos sobre um campo de exploração de gás, descoberto recentemente. A PF constatou que houve crime comum e não de espionagem industrial. O ministro se reuniu ontem com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, e com o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, para avaliar os trabalhos de investigação do caso, uma vez que toda a apuração foi feita em conjunto entre PF e Abin. “Essa debilidade vai ser avaliada agora, no interesse estratégico, pelos órgãos competentes. A Polícia Federal apurou que houve um roubo comum, e apurou os autores, e recuperou boa parte dos equipamentos”, disse Corrêa, ao ser questionado sobre as providências que serão tomadas para superar o problema apontado por Tarso Genro. Corrêa também informou que, entre as conclusões do inquérito, está a constatação de que as informações sigilosas dos computadores não foram passadas adiante. (Agência Brasil) |
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