COTIDIANO

Prefeitura intensifica ações de controle e combate à dengue

Prevenção inclui bairros onde foram notificados casos suspeitos

 


Golby Pullig

Próximo ao fim do período sazonal de chuvas, quando ocorre maior número de casos de dengue em todo o país, a Vigilância Epidemiológica do município de Rio Branco intensifica as ações de controle e combate à doença, desenvolvidas ao longo do ano e reforçadas entre setembro e março. Visitas diárias dos agentes de controle de endemias e do carro “fumacê” nos bairros onde há denúncias de infestação pelo mosquito são as medidas preventivas adotadas pela Saúde municipal para evitar a ocorrência de epidemia.

De janeiro a março deste ano, foram registrados 93 casos de dengue em Rio Branco, 25% a menos que no primeiro trimestre de 2007, segundo informações do departamento de Vigilância Epidemiológica do município, que informa que hoje a situação está sob controle. As regiões mais afetadas foram a da Baixada do Sol, nos bairros Bahia Nova, Boa Vista e Sobral; o Segundo Distrito, no bairro Santa Inês; bairros Tucumã e Castelo Branco, por exemplo.

Ontem o carro “fumacê” percorreu o bairro Placas. A escolha da região a ser borrifada pode surgir após denúncia dos próprios moradores ou de informações dos órgãos de saúde sobre casos suspeitos identificados na região. Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica de Rio Branco, Jeosafá César, a eficácia do “fumacê” é de 90% dos mosquitos adultos. “Em Rio Branco a situação está sob controle. O período sazonal mais crítico está terminando junto com as chuvas. Com a estiagem, a preocupação com a epidemia diminui”, diz o diretor, alertando sobre a necessidade de a população continuar se prevenindo para evitar ambientes de proliferação do mosquito.

No próprio quintal - Da fase do ovo até o mosquito adulto são necessários apenas cinco dias. Barris, tanques e caixas d’água representam 80% dos ambientes onde são encontrados o aedes aegypti. Precauções individuais como lavar a caixa d’água uma vez por semana apenas com sabão e escova e evitar lixo espalhado pelo quintal resolvem o problema. O mosquito transmissor da dengue é tipicamente urbano. Com capacidade de vôo de apenas 200 metros, ele se alimenta do sangue de apenas uma família, por isso a facilidade de controle da doença com cuidados básicos. “O aedes aegypti vive geralmente dentro de um quintal. É nesse nicho ecológico restrito que ele vive e transmite a doença aos moradores daquela casa”, explica Jeosafá César.

Caso atípico - Moradores do Conjunto Tucumã, onde foi registrado número expressivo de casos de dengue este ano, viveram situação atípica. A contaminação veio de fora. O diretor da vigilância municipal explica que os mosquitos aedes aegypti encontrados no conjunto e bairro próximos eram saudáveis, mas entraram em contato com pessoas portadoras do vírus da dengue que haviam passado férias na região Sudeste, infectando outras pessoas da própria família e até vizinhos. “A cadeia de transmissão se dá dessa forma, quando um mosquito saudável pica uma pessoa com o vírus e depois atinge outras pessoas saudáveis.” (Agência de Notícias do Acre)

 

 
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Rio Branco-AC, 4 de abril de 2008
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