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Manter a distância é mais seguro Corpo de Bombeiros realiza curso de intervenção em acidentes com produtos inflamáveis |
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Apesar de não ser muito comum nas redondezas, acidentes com produtos inflamáveis são de alta periculosidade para quem sofre e até mesmo para os curiosos. Em virtude disso, o Corpo de Bombeiros (CBMAC) realizou ontem a prova prática do curso de intervenção em acidentes envolvendo combustíveis instáveis. As aulas teóricas começaram dia 31, no Centro Integrado de Educação em Segurança Pública, e hoje se encerram com a avaliação final. Esta é a primeira vez que acontece uma reciclagem dessa natureza no Estado. São 30 bombeiros participando, especialmente aqueles mais novos na corporação, quatro técnicos da Secretaria Estadual de Saúde (Senasp) e um soldado do Exército. “Faz parte da política da Secretaria Nacional de Segurança Pública e está sendo executado em parceria com o governo do Estado para capacitar os bombeiros”, afirmou o major James Gomes, diretor de ensino do CBMAC. Objetivo - Para ministrar o curso foram destacados instrutores do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Ali, além de aprenderem a lidar em situação de acidente com produtos desconhecidos, eles também devem orientar a população a não se aproximar do local. “Eles devem ficar a uma distância razoável de 100 metros para poder identificar o tipo de produto derramado. Num primeiro momento, não se sabe se são corrosivos ou gases tóxicos ou se o líquido pode liberá-los. Os bombeiros são orientados ainda a não tocar em ninguém sem antes identificar o material e chamar ajuda especializada”, informou um dos instrutores. Major Gomes conta que em dezembro do ano passado, por exemplo, houve um derramamento de 105 mil litros de óleo em um igarapé de Tarauacá, causando danos ambientais. Com a abertura da Estrada Interoceânica, ele presume o aumento do tráfego de caminhões transportando produtos inflamáveis e o CBMAC deve estar preparado para lidar com eventuais desastres. “São acidentes que ainda não são comuns por aqui, por isso não era dado o devido valor para essa capacitação. Mas, quando eles acontecem, a magnitude é grande”, reconhece Gomes. |
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