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Saúde Nova Vida avança no Crôa Projeto idealizado pela associação de seringueiros oferece atendimento à saúde com remédios extraídos da floresta |
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Com mais um financiamento aprovado pelo Ministério da Saúde, o projeto Saúde Nova Vida, realizado pelo Centro de Medicina da Floresta, comemora os importantes resultados alcançados até agora e dá continuidade às ações, que têm como proposta fortalecer a integração política e social das comunidades do Alto Juruá. No mês de setembro, o projeto será lançado oficialmente com os resultados do que vem sendo feito e irá inaugurar o Centro de Saúde e um laboratório no Crôa, organizando também o Encontro de Curadores. Iniciado em 2001, com 40 alunos, o projeto Nova Vida nasceu de um ideal da Associação dos Seringueiros Agroextrativistas da Bacia do Rio Acre e Alto Alagoinha (Asaebrical), que é proporcionar uma melhor qualidade de vida e atendimento a saúde às comunidades do rio Crôa. O coordenador, Davi Nunes de Paula, conta que ele foi iniciado em passos pequenos, onde 40 alunos receberam um treinamento de 16 de fevereiro a 10 de junho, de vários profissionais da saúde, da pedagoga Maria Alice Freire e do pajé, que é grande conhecedor da medicina natural, Antonio Francisco dos Santos, conhecido como Francisquinho. A liberação de R$ 148 mil do Ministério da Saúde está proporcionando que esses profissionais prossigam com as viagens por 12 comunidades, sendo cinco indígenas, para ensinar cinco pessoas de cada local o que aprenderam. Elas, por sua vez, atenderão a população. Além disso, hortas medicinais estão sendo construídas e está sendo feito um levantamento das endemias comuns na região. O atendimento médico prestado à população é diagnosticado com os remédios fabricados por esses primeiros aprendizes. “É a política da boa vizinhança. Com esse trabalho estamos reconstruindo a aliança entre os povos da floresta. Índios e seringueiros trabalhando juntos em defesa dela”, diz Davi. Em 2005 e 2006, Davi conta que a idéia é levar o projeto a todo o Vale do Juruá. Atualmente as comunidades indígenas atendidas são: Arara, no rio Cruzeiro do Vale; Jaminawa-arara, do igarapé Preto; Katukina, na localidade Campina; Nukini, no rio Môa; e Nawa, no Novo Recreio. Há também as comunidades extrativistas, que são: Nova Era, no rio Crôa; Luz da Floresta, em Rodrigues Alves; Luz do Juruá, em Cruzeiro do Sul; Projeto de Assentamento Santa Luzia, na BR-364; reserva extrativista do rio Liberdade, no rio Liberdade; Projeto de Desenvolvimento Sustentável São Salvador, no rio Môa e comunidade Estornole, no seringal Adélia, Baixo Juruá. Uma outra importante conquista da Asaebrical junto ao Centro de Medicina da Floresta, que tem sede principal no Céu do Mapiá, é que está sendo levado para a região, a Articulação Nacional de Educação Popular em Saúde (Aneps), que é o órgão do Ministério da Saúde que atua com a saúde popular. “Eles terão um escritório no Vale do Juruá e fui convidado para ser o representante aqui”, conta Davi. Uma verdadeira corrente em prol da saúde, assim pode ser considerado o projeto Saúde Nova Vida, que teve mais uma aprovação do Ministério da Saúde, com a criação de um grande laboratório e um centro de Saúde no Crôa, que dispõem de uma Casa Abrigo para pacientes. A verba de R$ 583 mil também será usada no apoio ao Centro de Formação e Educação Ambiental Integrada dos Povos da Floresta. Em setembro, as duas obras serão inauguradas paralelamente ao Encontro de Curadores que acontecerá na região. “Existe uma demanda social e esse trabalho foi possível por causa da parceria do Governo do Estado, que financiou sua primeira etapa em 2001. Ele está crescendo e é muito bom acompanhar esse ideal na prática. Faz com que todos se dêem as mãos e se ajudem”, diz Davi. |
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