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POLÍTICA

Produção de farinha de mandioca cresce 70% em dois anos

 


Edmilson Ferreira

A produção de farinha de mandioca no Acre cresceu cerca de 70% após a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) começar a compra antecipada da mercadoria. Antes dominado por atravessadores, o mercado começou a ser regulado a partir de 1997 com a criação da Cooperativa de Seringueiros e Agroextravistastas do Vale do Juruá (Casavaj) que conseguiu promover a venda direta do produto, agregando até 400% no preço da saca de 50 quilos. Na safra 2001/2002 a produção foi de pouco mais de 360 mil toneladas, segundo a Secretaria de Extensão Agroflorestal (Seater). Este ano, a produção passará das 510 mil toneladas.

Outras ações foram decisivas na organização desse mercado: o processo de integração da farinha ao projeto de desenvolvimento sustentável e a modernização do sistema, que determinou contratos diretos com a Conab e com grandes redes varejistas. A Casavaj contou com a ajuda de consultores particulares e da Agência de Negócios do Acre (Anac). De acordo com o governo, cerca de 2 mil famílias foram beneficiados diretamente com o processo.

Fenômeno semelhante ocorre com a castanha-do-Brasil, apesar da produção não ter sido das melhores em 2003/2004. “Pela primeira vez em sua história, a Conab fez a compra antecipada da castanha, agregando grande valor ao produto. A lata saiu dos R$ 7 chegando a ser cotada a R$ 17”, disse Marcos Feitosa, o Marcão, secretário interino da Seater.

Os números são grandiosos: no ano passado, a Conab investiu R$ 2,8 milhões na compra antecipada da castanha ao preço de R$ 0,55 por quilo (o equivalente a R$ 5,50/lata ), beneficiando 1,6 mil produtores em todo o Estado do Acre e região Sul do Amazonas.

MAIS MILHO – Ainda não há números, mas a Seater prevê crescimento de 20% na produção de milho e arroz, produtos que também devem ser comprados pela Conab. A Conab está abriu unidades de compra em Senador Guiomard, Campinas, Brasiléia e Rio Branco.

A modernização das farinheiras elevou de R$ 11 para mais de R$ 25 o preço da saca da farinha, agregando 100% de renda de cerca de 2 mil famílias que sobrevivem exclusivamente do cultivo da mandioca e da fabricação da farinha - produto cuja qualidade vem sendo perseguida pelos produtores de outras regiões, como o Sul do Amazonas.

 
 
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Rio Branco-AC, 4 de julho de 2004
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
   ANCELMO GÓIS
Com Ancelmo Góis
 
 
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