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Romerito Aquino  

Melhor, impossível

A semana em Brasília não podia ter terminado melhor para o Acre. A bancada, o governo e as prefeituras conseguiram assinar convênios de parte significativa das emendas colocadas para investimentos no Acre no Orçamento Geral da União deste ano. Nessa primeira rodada de aprovação de emendas, o Estado conseguiu assegurar o início da liberação de nada menos que R$ 47 milhões do governo Lula para diversas obras e ações nos mais variados setores da vida pública acreana. Mais recursos orçamentários irão certamente para o Estado depois das eleições de três de outubro.

Razões do sucesso

Uma coisa ficou muito clara nesta empreitada vitoriosa do Acre junto ao orçamento federal. Quando o governo, as prefeituras e a bancada federal caminham unidos, a possibilidade de sucesso é real, é concreta. Há muito tempo na história do Acre não se via uma bancada de deputados e senadores tão afinada com os administradores públicos do estado como a atual.

Novo ciclo I

O governador Jorge Viana revelou recentemente em Brasília que a economia acreana tem crescido cerca de 10% anualmente nos últimos tempos. E que esse crescimento só tende a aumentar a partir de agora com a ampliação da energia elétrica para o meio rural do Estado, particularmente onde existam mais pessoas e produção. Jorge fica ainda mais entusiasmado quando diz que o Acre já está quase preparado para entrar em um novo e muito promissor ciclo econômico: o da economia florestal.

Novo ciclo II

Já tendo ficado provado que a atividade do uso múltiplo da floresta é mais rentável do que qualquer outra atividade econômica existente na Amazônia, o Acre, segundo o governador, tem tudo para se transformar num dos Estados mais prósperos da região. Basta, para isso, consolidar investimentos no setor da biotecnologia, que será capaz de transformar tudo que existe na floresta em matéria-prima e produtos de grande valor comercial. E o mais importante: sem destruir a floresta, que é um dos bens mais preciosos da humanidade.

Ineditismo partidário

E as eleições municipais, heim? A grande aposta em Brasília é saber se a prefeitura agora vai pra frente. Tem parlamentar petista também apostando que a Frente Popular vai fazer entre 15 e 16 prefeitos. Há outros dizendo que, nestas eleições, o Acre vai provocar outro ineditismo nacional: ter o prefeito da capital do mesmo partido que o governador e o presidente da República.

Terra da biodiversidade

Não percam, no próximo Domingo, a terceira parte da reportagem “Terra da Biodiversidade”, em que este jornalista está escrevendo sobre a viagem que fez recentemente pelas florestas do Vale do Juruá. A próxima reportagem será sobre a floresta dos Kaxinawá, esses fantásticos índios acreanos que transpiram alegria e felicidade em receber os visitantes em suas aldeias.

Os beneficiados

Quem ganha com toda essa união, claro, é a população lá na ponta! São os extrativistas que terão mais infra-estrutura para ampliar a produção florestal do Estado. São os agricultores, que terão mais assistência técnica e melhores estradas para tirar do campo sua produção. São os pecuaristas, que também se aproveitam da infra-estrutura básica disponibilizada pelo Estado no meio rural. Ganha, enfim, todo o Estado, que tem a oportunidade concreta de gerar mais riqueza e mais trabalho para sua população.

 

 
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Rio Branco-AC, 4 de julho de 2004
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