COTIDIANO

Lançado sistema de impressões digitais no Brasil

 


Paula Medeiros

Brasília - O ministro da Justiça, Marcio Thomas Bastos, disse ontem que o Sistema Automatizado de Identificação por Impressões Digitais (Afis) dará outro patamar às investigações criminais no país. “Com esse sistema nós vamos cumprir as promessas de campanha do Presidente Lula, nós vamos cumprir o nosso sonho e o nosso desejo de viver em um país seguro”, disse o ministro durante o lançamento do sistema Afis, na sede da Polícia Federal, em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Edson Vidigal, também participaram do evento.

O ministro disse que até o final de 2005 todo o sistema de segurança pública do país estará ligado ao Afis. Segundo Thomaz Bastos, todas as superintendências da Polícia Federal já estão interligadas ao novo sistema. “Acabou aquela investigação criminal em que a polícia precisa ir buscar um suspeito porque tinha uma impressão digital e não tinha um banco de dados. Não tinha uma massa crítica para ir procurar”, afirmou.

Thomaz Bastos lembrou que a luta contra o crime tem que ser feita com cooperação e troca de informações entre as polícias estaduais e a Polícia Federal. Como exemplo da importância desse trabalho conjunto, o ministro citou o assassinato de três fiscais e de um motorista do Ministério do Trabalho em Unaí, Minas Gerais, em janeiro deste ano. “Um crime difícil e que foi decifrado pela cooperação, pela integração da Polícia Federal e da Polícia do Estado de Minas Gerais”, afirmou.

BANCO DE DADOS - Por meio do Afis, o Ministério da Justiça, a Polícia Federal e as secretarias de segurança pública de todo o Brasil poderão compartilhar dados de identificação criminal. O sistema foi adquirido pelo governo no ano passado e atualmente é utilizado pela Polícia Federal na identificação de pessoas com antecedentes criminais, de estrangeiros residentes no país e na agilização e montagem de processos.

Hoje, poucos Estados brasileiros possuem tecnologia de identificação de impressões digitais e os existentes não convergem entre si. Com a adoção de um sistema único, será possível compartilhar informações em tempo real para identificar criminosos procurados e presos. Além disso, será criado um banco nacional de impressões digitais encontradas em locais de crimes.

A Polícia Federal pretende digitalizar dois milhões de fichas de papel existentes nos arquivos do Instituto Nacional de Informações. Em média, 10.400 fichas são digitalizadas por dia. Até agora, 800 mil já estão armazenadas em computadores. (Agência Brasil)

 

 
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