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POLÍTICA

Preço da castanha deve ficar entre R$ 12 e R$ 13 a lata em 2005

 


Juracy Xangai

Mais de um milhão de latas de castanha foram compradas utilizando R$ 1,2 milhão repassado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para três cooperativas acreanas e uma associação do município de Boca do Acre, no Amazonas.

Graças a esses recursos, a lata de castanha, que foi comercializa a R$ 5 durante a safra do ano passado, manteve-se na média dos R$ 12 com algumas vendas a até R$ 18. As compras foram feitas pelas cooperativas Capeb, de Brasiléia, que trabalhou com 700 famílias, Caex, de Xapuri, com 400, e Cooperagro, de Rio Branco, e outras 400, além da Associação dos Produtores do Antimary, em Boca do Acre, com 170.

Agora a gerência da industrialização e modernização da produção de castanha da Secretaria de Produção Florestal (Seprof) está fazendo o cadastro dos produtores de castanha para saber quem são, onde estão e o quanto ganhou com a venda desse produto nesta última safra. O economista Idaildo Souza, um dos responsáveis por esse trabalho esclarece: “Esse cadastramento é necessário para que possamos prestar contas ao ministério sobre o uso do dinheiro recebido pelas cooperativas e associação. Por isso aqueles produtores de castanha que ainda não foram cadastrados devem procurar os escritórios da Seater ou da Seprof de sua localidade. É desse relatório que dependerá o repasse de mais recursos para a compra da safra do ano que vem”.

PREÇO MÍNIMO - Embora o preço da castanha tenha surpreendido com latas sendo vendidas a até R$ 18, acredita-se que para 2005 ela vá se estabilizar na faixa dos 12 ou 13 reais, por isso a equipe da Seprof está articulando a criação de um preço mínimo de R$ 10 por lata com garantia de compra da produção.

“As pessoas precisam entender que o preço mínimo e a garantia de compra da produção tem como objetivo melhorar o poder de negociação para que os produtores recebam mais pelo seu produto e assim possam melhorar suas condições de vida. Mas o preço mesmo é ditado pelo mercado, que obedece à lei da oferta e da procura”, advertiu Idaildo.

A ausência dos produtores tem dificultado a conclusão do cadastramento, que embora tenha sido iniciado no mês de abril, foi concluído apenas no município de Boca do Acre, quando aqueles recursos foram utilizados para beneficiar produtores de Rio Branco, Capixaba, Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri e Sena Madureira. Um dos motivos para esse atraso seria o fato de pelo menos 10% da castanha ainda não ter saído dos seringais.

 
 
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Rio Branco-AC, 4 de agosto de 2004
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
   ANCELMO GÓIS
Com Ancelmo Góis
 
 
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