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POLÍTICA

Em nome do respeito e da decência

Vereador Márcio Batista cobra pressa na criação do Código de Ética da Câmara

 


Val Sales

Com o objetivo de exigir uma melhor postura de alguns parlamentares da bancada de oposição, que estão baixando o nível dos discursos de forma progressiva e agredindo moralmente os colegas da base de sustentação do município, o vereador Márcio Batista (PC do B), líder do prefeito na Câmara de Rio Branco, cobrou ontem pressa no processo de criação do Código de Ética da Casa.

Na sessão, o vereador Luiz Anute (PPS) usou termos chulos e impronunciáveis numa tribuna de parlamento para agredir a honra de Pascoal Khalil (PC do B), atitude que vem se repetindo diariamente nos ataques feitos ao governo do Estado e à prefeitura.

Também ontem o pepessista, que apóia a atual diretoria do Sindicato da Saúde, atacou a administração estadual usando a mesma linguagem de baixo nível quando afirmou que nem todos os sindicatos estavam presentes à reunião que decidiu sobre a antecipação do 13o salário dos servidores públicos.

No entanto, na reunião com o governador estavam presentes o sindicato dos enfermeiros e técnicos do Estado. Esse é um dos grupos da categoria de trabalhadores do setor que se desmembrou, segundo ela própria, por insatisfação com o comportamento das últimas gestões da diretoria do Sintesac.

O nível dos ataques pessoais feitos por Anute chocou inclusive os funcionários da Câmara, que ao término da sessão procuraram Khalil para se solidarizarem com ele. Diante da situação, Márcio foi enfático ao cobrar o vigor de um código de ética para punir os excessos cometidos pelos mais exaltados. “Não podemos mais tolerar esse tipo de atitude. Se em duas semanas não houver um acordo com a oposição sobre as regras, vou pressionar a votação do texto que já tramita na casa há um ano”, assegurou.

Ele também alertou para as conseqüências que a situação pode trazer à opinião pública. “A população vai achar que a Câmara virou um ringue, mas uma só laranja não pode botar toda a cesta a perder”, asseverou. Já o comunista Pascal Khalil disse que os parlamentares não podem se tornar inimigos por terem visões diferentes e que a comunidade espera melhor postura e merece mais respeito do Legislativo. “O Anute fica acalorado, mas tem que ter limite. Os funcionários e o pessoal da galeria não merecem presenciar esse tipo de comportamento”, lembrou.

Na defesa do colega Pascoal, Pedrinho Oliveira (PMN) disse que em cinco anos de mandato na casa não havia visto tamanha falta de respeito com um parlamentar. Ele pediu desculpas aos funcionários e demais populares que se encontravam na galeria pelo desequilíbrio do colega Anute e reforçou o pedido para a criação do código de ética. “Temos que tomar providências já. Mesmo não tendo ainda o código de ética, temos meios de advertir ou de suprimir a palavra quando o debate partir para a agressão pessoal.”

 
 
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Rio Branco-AC, 4 de agosto de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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