OPINIÃO
   CRÔNICA DE DOMINGO

José Augusto Fontes

 


A dança do amor

Não é que não havia o que fazer

Não é que não existia fantasia

A noite prometia possibilidades

Existia o que não se podia prever

Naquela noite

Havia o que nem se sabia

Havia o momento de acontecer

Enquanto a dança do tempo nos tecia

Longe de nossas mãos dadas

Enquanto havia o que sentir

Havia a noite, haveria o dia

Havia mentiras para dizer

Mentiras para calar

Sentimentos para inventar

Antes do próximo dia

Outras danças para dançar

A nossa música ainda nem tocou

Ainda havia o que fingir

Possibilidades

Ainda havia

Mas o salão nos abraçou

O mundo todo calou

E te amar nos viu amanhecer

Viu anoitecer, veio me acordar

Muitas vezes, eternidades

Te amar fez acontecer realidade

E desde aquela noite

A fantasia é te viver.

 

 
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Rio Branco-AC, 4 de setembro de 2005
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