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| Romerito Aquino | ||
Os partidos de oposição, como o PSDB e o PFL, estão tratando com certa parcimônia a notícia de que o deputado federal Ronivon Santiago (PP-AC) foi beneficiado com R$ 1 milhão do PP para pagar o advogado Paulo Goyaz na defesa das ações judiciais que responde na Justiça Eleitoral para manter o seu mandato. Segundo noticiou a imprensa nacional, o dinheiro teria vindo do esquema financeiro montado pelo publicitário Marcos Valério para a cúpula do PT comprar votos da base aliada em favor do governo Lula. Parcimônia II A parcimônia dos dois partidos têm lá a sua razão de ser. Afinal, se for convocado para depor numa das CPMIs do Congresso que investiga a atual crise política nacional, Ronivon pode muito bem contar mais detalhes do maior escândalo político da era Fernando Henrique Cardoso, que foi a compra de votos por R$ 200 mil de cada parlamentar que votou, em 1997, a favor da emenda constitucional que permitiu a reeleição do ex-presidente. Parcimônia III Tanto o PSDB quanto o PFL sabem que Ronivon, que renunciou naquele ano para não ser cassado, não tem papa na língua e pode contar novos e importantes detalhes daquele escândalo. E como os tucanos e os pefelistas, o que mais querem hoje é não desviar o foco de suas intenções de derrubar o presidente Lula, dificilmente vão desejar inquirir Ronivon numa CPMI do Congresso. Parcimônia IV Ronivon, por exemplo, poderia dar dicas importantes para elucidar os rumores publicados na época pela imprensa de que o grupo de Fernando Henrique teria feito uma caixinha de nada menos que R$ 2 bilhões com propinas das vendas das empresas estatais para garantir a aprovação da emenda da reeleição no Congresso Nacional. Por isso, para o PSDB e o PFL, o melhor é deixar Ronivon quietinho. Crise arrefecida I O fato mais importante da semana em Brasília foi o afastamento da crise política do Palácio do Planalto. Depois de envolver o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, considerado o homem forte do governo Lula, a crise se concentrou no fato do indiciamento político, pelas CPMIs do Congresso, dos 18 deputados acusados de comandarem e receberem dinheiro do esquema do mensalão. Crise arrefecida II Na coluna de domingo passado, fiz a previsão que a crise política nacional havia chegado ao seu cume e que iria regredir nos próximos dias. E foi o que prognosticou no meio da semana o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ao falar à imprensa que a crise estaria arrefecendo. Arrefecendo, claro, porque a sociedade já tem a satisfação das quase duas dezenas de cabeças que deverão rolar no Congresso nos próximos meses. Mérito de Marina I A semana também foi de justificados méritos em favor da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente. Afinal, Marina, que foi amiga de Chico Mendes e de todos aqueles acreanos que dão valor à inestimável riqueza existente na floresta, começa a mostrar ao país e ao mundo que as ações estruturantes que vem adotando no decorrer do atual governo estão contribuindo efetivamente para reduzir a devastação na maior floresta tropical do planeta. Mérito de Marina II O feito da ministra acreana serve para mostrar aos apressadinhos que um país cujas políticas públicas estão corrompidas, erradas e equivocadas por mais de 500 anos, particularmente em relação a seus preciosos bens naturais, não vai tomar jeito de um ano para outro e nem mesmo de um governo para outro. Nunca é tarde lembrar o que se disse muito no aniversário de 500 anos. Só outros 500 para consertar. Ânsia das emendas Mesmo com o grandioso volume de obras que o governo Jorge Viana vem executando hoje no estado, parlamentares da bancada federal acreana não vêem a hora de o presidente Lula ordenar a seus ministros para começarem a liberar os recursos das emendas que eles apresentaram ao Orçamento Geral da União de 2005 particularmente em favor dos municípios. O que só vem a somar, claro, aos investimentos que o estado necessita. A Associação dos Municípios do Acre (AMAC), presidida pelo prefeito Raimundo Angelim, também está somando apoio político na capital federal para que os recursos das emendas sejam liberados. |
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