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| Romerito Aquino | ||
Vitória do novo PT I A maioria dos petistas acreanos em Brasília diverge da minha posição de que a cassação do deputado José Dirceu pode trazer muito mais dividendos do que prejuízos para o partido e o governo Lula. Eles acham que a punição daquele que foi acusado de comandar o mensalão no Congresso vai inflar a oposição, que terá muito mais subsídios para bater em Lula e em seus partidários, principalmente durante a campanha do próximo ano. Vitória do novo PT II Pode até ser. Mas como o raciocínio dos políticos costuma não passar muito das quatro paredes do parlamento, eles acabam esquecendo como o mundo da política passa pela cabeça da sociedade. Isso posto, estava mais do que claro que a maioria da sociedade exigia uma punição exemplar para aquele que, se não praticou mensalão, pelo menos exerceu o comando direto ou indireto das práticas nada recomendáveis assumidas pelos antigos dirigentes nacionais do PT. Vitória do novo PT III José Dirceu pagou na medida certa da traição dos antigos dirigentes petistas de terem transformado o partido, que todo o povo brasileiro esperava ser diferente, honesto e ético no governo – daí terem apostado em Lula depois de três tentativas de este chegar à Presidência da República – num partido igual aos outros do país, com caixa dois, tráfico de influência e outros males da política nacional. Vitória do novo PT IV Cheguei até a encarar a última quarta-feira, quando o Congresso julgou politicamente José Dirceu, como decisiva para a reeleição de Lula. Ou seja, se inocentasse o ex-poderoso ministro da Casa Civil, as chances de Lula ser reeleito seriam bem menores. Se cassasse, como o fez, o presidente e seu partido ganhariam sobrevida para passar com chances reais de vitória por mais uma eleição. Vamos esperar para ver. Vitória do novo PT V No fritar dos ovos, a derrota do ex-ministro José Dirceu virou a vitória do novo PT, aquele que seus mais de 900 mil filiados espalhados por todo o território nacional podem soerguer para fazer a sociedade voltar a acreditar que o partido continua sendo o da ética e da moralidade na política. Acreanos vivem em média até 70,5 anos A expectativa média de vida do acreano nascido no ano passado subiu para 70,5 anos, de acordo com a Tábua de Vida de 2004, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa idade se situou um pouco abaixo da média nacional, que foi 71,7 anos. A longevidade em terras acreanas ficou em 15° lugar entre os 26 estados e o Distrito Federal, que foi o campeão, com 74,6 anos. Hora da boa briga I Quem pensa que o ano já acabou no Congresso Nacional está muito enganado. Afinal, falta o parlamento votar o que há de mais sério na vida nacional, que é o Orçamento Geral da União (OGU), onde estão previstos os recursos para pagar o custeio da máquina pública federal e grande parte dos investimentos capazes de fazer o país menos pobre, pelo menos socialmente. Hora da boa briga II Este momento do Congresso é ainda mais importante para os estados do Norte e Nordeste do país, as regiões mais esquecidas pela história do planejamento nacional. Para o Acre, por exemplo, será o momento decisivo para a bancada, que é uma das mais unidas politicamente, definir o tamanho do naco que o estado terá no bolo de investimentos federais para o próximo ano. Hora da boa briga III Para esse momento, o estado vai contar mais do que nunca com o prestígio do senador Tião Viana, vice-presidente do Senado Federal e novo coordenador da bancada, que ainda vai para a briga na Comissão Mista do Orçamento do Congresso respaldado pela força política nacional do governador Jorge Viana e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. E também pela união da bancada acreana, que acaba tendo peso excepcional na hora em que as bancadas de todos os estados começam a brigar pela distribuição do bolo nacional. Acreanos na Conferência das Cidades Os acreanos deram show de união, de coerência e de democracia na II Conferência Nacional das Cidades, que terminou ontem na capital federal, com mais de 2,5 mil participantes de todo o país. Conseguiram emplacar no debate nacional do tema a maioria das propostas que foram discutidas e votadas em todas as cidades acreanas para o país ter cidades mais humanas, mais saudáveis e mais justas socialmente. O deputado federal Zico Bronzeado foi um dos políticos acreanos que esteve junto com a delegação acreana acompanhando os debates da conferência. Inventa outra Geraldinho Como o assunto é pertinente a Brasília e ao Acre, vai então um comentário para o caso do senador Geraldinho Mesquita (sem partido-AC), que está sendo processado no Conselho de Ética do Senado pelas acusações de cobrar mensalinhos de salários de seus servidores e por pagar a um motorista de sua família R$ 6,8 mil dos cofres públicos. Debitar, em entrevista, seu processo de cassação por quebra da ética e do decoro parlamentar a “maldade, perversidade e armação” de seus adversários beira a piada de salão nesta época em que a sociedade brasileira já não agüenta mais ver tantos privilégios, corrupções e safadezas da classe política nacional. Inventa outra, Geraldinho! Sucesso para Irlany e Marcelo Para encerrar, por que não um pouco de coluna social neste espaço dedicado ao mundo do Acre na capital federal. Ontem, tive a honra de conduzir para o altar a minha querida sobrinha acreana Irlany Barbosa do Valle, que casou com o engenheiro Marcelo Meneses na Igreja Sagrado Coração de Jesus, na 516 Sul de Brasília. Deslumbrantes, o casal recebeu os convidados na Maison Givanchy, no Setor de Mansões Park Way. Irlany e Marcelo são gente boa demais! |
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