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Flanelinhas criam associação para defender seus direitos |
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Após serem acusados de serem os autores de vários de vários delitos, eles resolveram se unir e formar uma associação que viesse a defender seus direitos ante ao poder publico. Foi criada por eles, a Associação dos Guardadores de Carros do Acre (AGCA), que por enquanto não tem sede própria. O presidente da associação é o guardador Mauricio George Rosa Batista. A associação tem por objetivo prezar pelos direitos de seus associados e zelar pela boa imagem dos flanelinhas que ainda são vistos por muita pessoas com indiferença e muitas vezes são tratados com desrespeito. Agora todos os guardadores de carros possuem uma carteirinha onde estão devidamente credenciados e autorizados a exercerem a função. Assim é com José Martins da Silva, mais conhecido como “Laranja”, que tem 28 anos, os quais 14 dedicados a trabalhar como guardador de carro em frente ao quartel da Polícia Militar. Casado e pai de dois filhos - uma menina de cinco anos de idade e um menino de 11 -, Laranja também é o primeiro-tesoureiro da associação. Os seus serviços em frente ao quartel são desde guardar os carros para seus clientes ate lavar os carros deles. Laranja já tem os seus clientes fiéis, que quando chegam ao estacionamento e não encontram vaga deixam as chaves de seu carro aos cuidados dele. Assim que abre uma vaga coloca os carros dos fregueses no devido canto. Segundo José, ele tem um ganho diário que varia de R$ 25 a R$ 60, com uma renda mensal que pode chegar a R$ 800. Outro flanelinha, que fez questão de ser identificado apenas por Chico e trabalha no mesmo local, diz que muitas vezes eles são rotulados de “drogados” e “marginais”. Mas segundo Chico, há uma gratificação nesse trabalho que é a confiança que alguns motoristas têm em seus serviços, quando entregam as chaves de seus automóveis à eles, deixando para que eles mesmos guardem os veículos. Esses garotos com certeza têm muitas histórias para contar. Laranja, por exemplo, disse que um motorista já lhe deu quinze centavos por seus serviços, já outro lhe deu R$ 15. “Cada um dá conforme pode e acha que valem nossos serviços” afirma Chico. |
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